Formação geográfica na fronteira Brasil-Venezuela, identificada como o centro geográfico da distribuição dos Xirianá — a família linguística tem cerca de 5.000 falantes numa área circular de 250 km de raio centrada na Serra de Parima. É também a área de origem dos bandos “waiká” dos quais os ancestrais do grupo do Uraricaá/Parágua fugiram três gerações antes da pesquisa de Migliazza (c. 1870-1890). (CM-0142, p. 1, 3)
“A família lingüística Xirianá tem cêrça de 5.000 falantes vivendo numa área aproximadamente circular em cujo centro fica a serra de Parima, no limite entre o Brasil e a Venezuela, num raio de 250 km.” (CM-0142, p. 1). Os grupos marginais — como o do Uraricaá/Parágua — são aqueles “situados perto da circunferência da área Xirianá”, tendo migrado da área Parima central. O movimento migratório descrito na tradição oral dos informantes foi de fuga da área Parima em direção ao noroeste, para o território dos Awáke (CM-0142, p. 3).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0142 |
1964-06-30 | p. 1, 3 | centro geográfico da área Xirianá; origem dos grupos “waiká” | análise |
CM-0142_pagina_001.md a CM-0142_pagina_024.md (24 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — MIGLIAZZA, Ernesto. “Notas Sôbre a Organização Social dos Xiriâna do Rio Uraricaá”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 22. Belém: CNPq/INPA/MPEG, 30 jun. 1964. Acervo Cildo F. S. Meireles.