Resumo

Estratégia de ocupação e controle territorial por meio de instalações militares (presídios, fortins, registros) ao longo de rotas fluviais e terrestres. No corpus, o tema aparece em sua expressão colonial mais explícita: o mapa de 1811 da Capitania de Goyaz propõe seis presídios numerados ao longo dos rios Araguaia e Tocantins, com o objetivo declarado de “protejem a sua navegação” em território habitado por seis grupos indígenas — Chavante (Xavante), Curumbareí, Gradahuí, Juridãohi, Apinagé (Apinayé) e Canowio (Canoeiros) (CM-0136, p. 2).

Ocorrências documentadas

O mapa de 1811 propõe:

  • N.º 1: Presídio de Manoel Alves Grande
  • N.º 2: Presídio da Mância
  • N.º 3: Presídio da Caxinge
  • N.º 4: Presídio da Taboca
  • N.º 5: Presídio do Rio do Pomo
  • N.º 6: Presídio da Enxada de S. Antonio

(CM-0136, p. 2, Advertencias)

Além dos presídios, o documento registra obras em andamento: “Estrada que effectivamente se está abrindo para porto do Rio Grande praticavel em todo o tempo para embarque dos ditos effectos” (CM-0136, p. 2, Advertencias). Dois portos de embarque (PV e P) completam a infraestrutura de controle fluvial proposta.

A pesquisar
Se os presídios de 1811 foram efetivamente construídos e qual seu impacto sobre os povos indígenas da região; continuidade ou descontinuidade com estruturas militares posteriores do Império e da República na bacia Araguaia/Tocantins.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0136 1811 p. 2 proposta de seis presídios militares ao longo do Araguaia/Tocantins; obras de estrada em andamento análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0136_pagina_001.md e CM-0136_pagina_002.md (2 páginas) — [s.a.]. “Mappa que mostra a confluencia dos Rios Maranhão e Araguay”. Capitania de Goyaz, 1811. Acervo Cildo F. S. Meireles.