Roberto Reynoso é pintor pernambucano que em 1945 — ou em data imediatamente anterior — expôs no salão do Palace-Hotel, no Rio de Janeiro, série de telas sobre a paisagem amazônica. O crítico Jarbas de Carvalho, escrevendo para O DIA de Curitiba em abril de 1945, dedicou-lhe artigo inteiro intitulado “Paisagem da Amazônia”, elogiando a técnica mas apontando a repetição de telas de efeito espetacular como limite da obra (CM-0074, p. 2). Reynoso é descrito como “muito identificado no Brasil” e emprega o “CADEMO DE FOGO” — tinta moderna substituta do vermelho da China — para capturar os reflexos do sol poente nas matas gigantes (CM-0074, p. 2).
Para Carvalho, a paisagem amazônica de Reynoso “dá a impressão de um rústico que se tivesse evadido para os requintes da civilização e voltasse às selvas saturado de elementos culturais auto-acumulados” — elogio à síntese entre técnica erudita e matéria bruta (CM-0074, p. 2). As telas apontadas como superiores são “Vitorias Regias” e “Um claro no Inferno Verde”, que o próprio crítico diz iluminar o salão do Palace-Hotel (CM-0074, p. 2).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0074 |
1945-04-15 | p. 2 | sujeito principal do artigo “Paisagem da Amazônia” (Jarbas de Carvalho); 5+ menções | análise |
CM-0074_pagina_001.md e CM-0074_pagina_002.md (2 páginas, transcrição limpa) — [s.a.]. O Dia (Curitiba, PR), Ano XXII, nº 6.643, 1945-04-15. Acervo Cildo F. S. Meireles.