Resumo

Forte militar histórico na fronteira do Brasil com o Paraguai, no sul de Mato Grosso. Aparece no corpus em dois contextos: como local onde Maciel tentou se reunir com o Coronel Pinheiros (confrontante das terras Kadiwéu) em dezembro de 1899 (CM-0051, p. 9); e como referência geográfica no argumento de defesa nacional de N. Barbosa em 1931 — “ao flanco vulnerável do Coutoira [Coimbra]” —, que situava a reserva Kadiwéu como barreira estratégica entre a Serra da Bodoquena e a fronteira (CM-0051, p. 4-5). O Capitãozinho Mamila também mencionou Coimbra como destino de uma rota de passagem dos Kadiwéu (CM-0051, p. 9).

Histórico documentado

O Forte de Coimbra — um dos mais antigos da fronteira oeste do Brasil — serviu como ponto de referência para a comissão demarcadora de Maciel em 1899. Maciel o escolheu para conferenciar com Coronel Pinheiros porque era um local neutro e de acesso mais fácil para alguém que vivia em porto paraguaio (CM-0051, p. 9). O Capitãozinho Mamila, líder Kadiwéu, reclamava que as posses de Cardoso e João Lopes bloqueavam a “passagem para Irin a Coimbra” — rota que os Kadiwéu usavam para ir ao forte (CM-0051, p. 9).

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A pesquisar
Importância estratégica exata do forte em 1899 e 1931. Relação entre a Guarnição do Forte e o Coronel Pinheiros.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0051 1931-03-06 p. 4, 5, 9 local de conferência frustrada com Coronel Pinheiros; argumento de defesa nacional; rota Kadiwéu análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0051_pagina_001.md a CM-0051_pagina_014.md (14 páginas) — N. BARBOSA. Memorial ao Interventor Federal. Guazará, 1931-03-06. Acervo Cildo F. S. Meireles.