Luiz Paulo Diniz Carneiro foi o engenheiro que, entre fins de 1933 e junho de 1934, mediu e delimitou a área reservada para os Kaingang e Guarani do PI Xapecó (SC), por determinação do Inspector Regional do Ministério do Trabalho em Florianópolis, em parceria com o engenheiro Juvenal Braulio Bacelar (pelo Estado de SC). A área resultante foi de 137.726.000 m² (CM-0079, p. 14-15).
Seu relatório, apresentado em 18 de dezembro de 1933, listou seis fazendas dentro dos limites do Decreto nº 7/1902 (Marco, Alegre do Marco, São Francisco, Santa Luzia, Chapecozinho e São Pedro), e usou a contagem de 348 indígenas fornecida pelo delegado Guimorvan de Araujo Winckler — número muito abaixo da realidade, pois o censo de dezembro de 1943 encontrou 716 (643 Kaingang + 73 Guarani). Deocleciano de Souza Nenê considera que a medição “foi mais para efeito de proteger o Snr. Berthier do que os índios” (CM-0079, p. 18).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0079 |
1933-1934 | p. 13, p. 14-17 | engenheiro que mediu a área indígena de Xapecó (137.726.000 m²); usou contagem incorreta de 348 índios (vs. 716 reais em 1943) | análise |
CM-0079_pagina_001.md a CM-0079_pagina_020.md (20 páginas, transcrição limpa) — Dossiê do PI Xapecó / Decreto nº 7/1902. 1902-1949. Acervo Cildo F. S. Meireles.