Resumo

Povo Tupi-Guarani habitante da margem esquerda do Rio Tocantins, município de Tucuruí (PA), na área delimitada pelos igarapés Piranheira e Trocará — 7,5 km de frente por 18 km de fundo. Desde a década de 1920, os Asurini possuíam “uma grande aldeia no lugar chamado Cachoeira grande” dentro desses limites (CM-0117, p. 3). Em 1951, o SPI iniciou operação de atração com uma Turma de Atração; em 1953, dois bandos foram atraídos e o Posto Indígena de Atração Trocará foi instalado em definitivo. À época do documento, 60 índios residiam permanentemente no Posto, enquanto grupos “arredios ainda não pacificados” permaneciam “nos fundos da mesma área” (CM-0117, p. 3).

O caso Asurini é documentado no corpus por uma ficha fundiária do SPI (CM-0117, p. 3) que descreve conflito com possuidores civis: a área, “embora sem titulo definitivo”, pertencera ao “falecido Comandante Antonio Giordano“, passara para José Fernandes Pacheco e fora “negociada do mesmo modo” com José Thomaz Cantuária — da Empresa Mineiro São Jorge, com endereço no Rio de Janeiro (CM-0117, p. 3). O SPI declarava precisar garantir a posse “pelos meios legais”, invocando a permanência dos Asurini e a aplicação ininterrupta de verbas em benfeitorias (50 mangueiras, 1.500 cajueiros, 3.000 ananazeiros, 3.000 bananeiras; dois barracões e oito casas com cobertura de palha) (CM-0117, p. 3).

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0117 [c. 1953-1961] p. 3 sujeito principal; habitat, atração 1953, conflito fundiário com Giordano/Pacheco/Cantuária análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0117_pagina_003.md (source_md_only) — [s.a.]. [Dossiê avulso — terras indígenas]. [s.l.], [c. 1953-1961]. Acervo Cildo F. S. Meireles.