O Banco da Amazônia é citado em CM-0140 como monopolista estatal da fase final da comercialização da borracha na área do alto Tapajós. Las-Casas analisa seu papel estrutural: o banco vinculava as unidades produtivas pelo financiamento e criava obstáculos a qualquer comercialização independente. Isso gerava dois incentivos perversos para o seringalista em relação aos conflitos com indígenas: “a procura de maiores financiamentos impunha ao seringalista a necessidade de diminuir ou esconder os choques com os índios e, inversamente, a demanda de moratória o estimulava a apresentá-los superestimados ou mesmo fomentar contatos agressivos” (CM-0140, p. 5, nota 1).
Na época dos conflitos com os Kayapó (c. 1956), as relações entre a firma seringalista e o Banco eram “quase que de comunhão de interesses” (CM-0140, p. 25).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0140 |
1964-10 | p. 5, 25 | monopolista estatal da borracha; incentivos perversos em relação a conflitos com indígenas; “comunhão de interesses” com o seringalista | análise |
CM-0144 |
1964-10 | p. 5, 26 | mesma análise; segunda cópia no acervo | análise |
CM-0140_pagina_025.md (source_md_only) — LAS-CASAS, Roberto Décio de. “Índios e Brasileiros no Vale do Rio Tapajós”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, N.º 23. Belém, 1964-10.