Nascimento[s.d.]
Morte[s.d.]
Nacionalidade[s.d.]

Resumo

Autoridade colonial cujo “ato de acessão” — assinado isoladamente, nunca ratificado pela coroa — é o ponto central da disputa de limites entre Mato Grosso e Goiás documentada no atlas da Comissão Rondon de 1919. O documento descreve o ato como fundado em erro geográfico grave: a suposição de que o Rio das Mortes corria para o norte contravertendo com o Rio Taquari, “o que é francamente falso” (CM-0151, p. 3, bloco inferior). O ato foi assinado “apenas por Luiz Pinté de Souza e nunca ratificado nem approvado pela corôa” (CM-0151, p. 3, bloco inferior), tornando-o, na argumentação mattogrossense, nulo.

Atuação principal

O “ato de acessão” de Luiz Pinto de Souza é descrito como “único e fraco argumento em que se póde estribar a pretensão goyana” (CM-0151, p. 4, parágrafo 2). O atlas de 1919 dedica o segundo mapa (p. 4) a demonstrar, pela hidrografia, o erro de base que viciou o ato: a “separatriz imaginária” que o ato pressupunha — uma linha N-S ligando as cabeceiras do Rio das Mortes às do Rio Pardo — era geograficamente inexistente.

A pesquisar
Identidade completa de Luiz Pinto de Souza. Cargo exercido. Data do ato de acessão. Se atuou como governador, secretário ou outro funcionário colonial. Possível identificação com Luís Pinto de Sousa Coutinho (Visconde de Balsemão), governador do Mato Grosso (1769-1772) — hipótese a confirmar pelos documentos.

Páginas relacionadas

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0151 1919 p. 3, 4 autor do “ato de acessão” (colonial); nunca ratificado pela coroa; considerado nulo e irrito; fundado em erro geográfico sobre o curso do Rio das Mortes; único argumento jurídico da pretensão goiana análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0151_pagina_001.md a CM-0151_pagina_012.md (12 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — Delegação do Estado de Mato Grosso ao 6º Congresso Brasileiro de Geografia. Conferência de Limites Interestaduais — Limites entre Matto Grosso e Goyaz (Atlas). Rio de Janeiro: Imprensa Militar, 1919. Acervo Cildo F. S. Meireles.