Etnógrafo e explorador alemão, documentado no corpus como referência fundamental para dois estudos publicados no Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi em 1965. Em CM-0141, é o autor do primeiro e único vocabulário publicado da língua Máku (1917), base da classificação do Máku como língua “isolada”; Koch-Grünberg registrou também uma lista de vocábulos Máku diferenciando mais fonemas do que a análise fonêmica posterior consideraria necessário (CM-0141, p. 1, nota 2). Em CM-0139, é identificado como o explorador que, com Herrmann Meyer, desceu o rio Ronuro em 1899 e encontrou o povo que Galvão e Simões associam aos Txikão — publicado como “Apiaká” (1902) e “Kabischi” (Meyer, 1900). (CM-0141, p. 1; CM-0139, p. 22-23)
Em seus trabalhos sobre o alto rio Negro e Roraima (1906, 1917), Koch-Grünberg registrou uma “pequena lista de vocábulos” dos Máku dos rios Uraricuera e Uaris. Essa lista, insuficiente para análise comparativa robusta, foi a única base para classificar o Máku como língua “isolada” antes da pesquisa de Migliazza em 1964 (CM-0141, p. 1). O artigo de Migliazza anota: “Nos seus dias pré-fonêmicos Koch-Grünberg registrou uma pequena lista de vocábulos Máku diferenciando mais fonemas do que era necessário” — limitação metodológica da época anterior à fonêmica (CM-0141, p. 1, nota 2).
Em 1899, Koch-Grünberg e Herrmann Meyer desceram o Ronuro e encontraram “além de inúmeros vestígios de índios […] um pôrto, e mais distante, terra a dentro, uma aldeia” — publicado por Koch-Grünberg como “Apiaká” em 1902 (CM-0139, p. 22). Galvão e Simões (1965) identificam esse grupo como ancestral dos Txikão do Alto Xingu, hipótese proposta por Jesko von Puttkamer em 1963 (CM-0139, p. 21-23).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0139 |
1965-02 | p. 22-23 | explorador; identificado como autor que encontrou ancestrais Txikão no Ronuro (1899, 1902) | análise |
CM-0141 |
1965-03 | p. 1 (notas 1-2), p. 16 | etnógrafo; autor do primeiro vocabulário publicado Máku (1917); base da classificação de língua isolada | análise |
CM-0142 |
1964-06-30 | p. 19 (bib.) | autor de “Vom Roroima zum Orinoco” (1917) — citado na bibliografia sobre os Xirianá | análise |
CM-0139_pagina_001.md a CM-0139_pagina_055.md (55 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — GALVÃO, Eduardo; SIMÕES, Mário F. “Notícia Sôbre os Índios Txikão — Alto Xingu”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 24. Belém: INPA/CNPq, fevereiro 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.CM-0141_pagina_001.md a CM-0141_pagina_019.md (19 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — MIGLIAZZA, Ernesto. “Fonologia Máku”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 25. Belém: MPEG/CNPq/INPA, março 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.CM-0142_pagina_001.md a CM-0142_pagina_024.md (24 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — MIGLIAZZA, Ernesto. “Notas Sôbre a Organização Social dos Xiriâna do Rio Uraricaá”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 22. Belém: CNPq/INPA/MPEG, 30 jun. 1964. Acervo Cildo F. S. Meireles.