Resumo

Poemeto de Olímpio Cruz, publicado em São Luiz (Maranhão) em 1946. Aparece no corpus via o trecho “Epílogo”, transcrito por Cildo Meireles como Anexo 1 do memorial de 1949 sobre a Craolândia. O “Epílogo” (26 versos) narra o massacre da aldeia Chinela, povo Canela, por Raimundo Arruda e seus vaqueiros — 300 vítimas, descritas como “habitantes da planície bela” (CM-0153, p. 19).

Interpretações divergentes
CM-0153 indica publicação em “1946”; CM-0163 (p. 20) indica “São Luiz, Maranhão, 1916.” O estilo ortográfico pré-reforma do texto do poema é consistente com 1916. 1916 é a data mais provável. Verificar arquivo físico.

Cildo o mobiliza como evidência histórica e moral: o poema demonstra que a violência contra os Timbiras — da qual os Krahô faziam parte — não era fato recente, mas padrão documentado literariamente. A nota ao poema, inserida no corpus, identifica: “A aldeia da Chinela era de índios Canelas, irmãos colaterais dos Craôs, descendentes dos TIMBIRAS” (CM-0153, p. 19).

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Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0153 1949-01-17 p. 19 trecho “Epílogo” citado; narra massacre da aldeia Chinela (300 vítimas Canela); usado como Anexo 1 análise
CM-0163 1949-01-17 p. 6, 20 citada no corpo do memorial (p. 6) e reproduzida integralmente como Anexo 1 (p. 20); “São Luiz, Maranhão, 1916” — data diverge de “1946” em CM-0153 análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0153 - MEMORIAL_pagina_001.md a CM-0153 - MEMORIAL_pagina_023.md (23 páginas) — MEIRELES, Cildo. Memorial sobre a situação jurídica das terras da Craolândia. Curitiba, 1949-01-17. Acervo Cildo F. S. Meireles.