Resumo

Antonio Joaquim de Camargo era chefe político em “Laranjeira” (Laranjeiras do Sul, PR) e tio do governador do Paraná Dr. Affonso Camargo (c. 1928-1930). Segundo relato de Juvenal Alves Pires (1942), exerceu pressão sobre a legalização da Fazenda Passo Liso por razão declaradamente política — Juvenal chefiava localmente a campanha da candidatura de Getúlio Vargas, a qual Antonio Joaquim se opunha —, impondo um contrato pelo qual Juvenal e seu pai cederam 800 alqueires como preço da legalização (CM-0075, p. 1).

Mesmo após o acordo, Antonio Joaquim incluiu seu próprio nome no título final e também o de Severiano Mendes Cordeiro, que segundo Juvenal jamais autorizou o uso de seu nome. Antonio Joaquim, assim co-titular irregular, vendeu sua parte ao Banco Nacional (CM-0075, p. 1). O mecanismo descrito por Juvenal é o de grilagem mediante instrumentalização do aparato político-cartorial durante a governatura de seu sobrinho.

Atuação documentada no corpus

  • c. 1928-1930 — Exigiu 800 alqueires de Juvenal Pires e seu pai como condição para a legalização da Fazenda Passo Liso; incluiu fraudulentamente seu próprio nome e o de Severiano Mendes Cordeiro no título; vendeu sua parte ao Banco Nacional (CM-0075, p. 1).

Relações

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A pesquisar
Período exato da atividade política de Antonio Joaquim de Camargo em “Laranjeira”; outras atuações fundiárias documentadas; destino da parte vendida ao Banco Nacional.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0075 1942-12-17 a 1948-12-27 p. 1 antagonista central; chefe político em Laranjeira; extorquiu 800 alqueires; incluiu nomes fraudulentamente no título da Fazenda Passo Liso análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0075_pagina_001.md a CM-0075_pagina_005.md (5 páginas, transcrição limpa) — PIRES, Juvenal Alves (p. 1-2); NENÊ, Deocleciano de Souza (p. 3-5). Correspondência sobre o PI Boa Vista / Fazenda Passo Liso. 1942-12-17 a 1948-12-27. Acervo Cildo F. S. Meireles.