Commandante do Real Presídio de Coimbra (Nova Coimbra) na fronteira do Mato Grosso. Serviu por mais de três anos no presidio — período durante o qual testemunhou os Guaycurú antes e depois do Termo de paz de 1791. Escreveu “História dos Índios Cavalleiros ou da Nação Guaycurú” (c. 1795), publicada postumamente no RIHGB Tomo I (1839), págs. 25-57 — a fonte histórica mais antiga sobre os costumes e território Guaycurú/Kadiwéu no corpus (CM-0060, p. 14-19).
Rodrigues do Prado descreve-se como “boa testemunha, visto estar há mais de três anos servindo de commandante do Presídio de Nova Coimbra” — cargo que lhe dava contato direto com as visitas dos Guaycurú ao forte, tanto na seca (a cavalo) quanto nas enchentes (de canoa) (CM-0060, p. 18). Suas informações sobre a paz Guaycurú-espanhola de 1774 foram obtidas de um padre anônimo que viveu entre os Guaycurú, adotou seus costumes, casou-se entre eles e teve filhos (CM-0060, p. 19).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0060 |
[c. 1958] | p. 14-19 | commandante do Real Presídio de Coimbra; autor da “História dos Índios Cavalleiros” (1795/RIHGB 1839) — autor citado | análise |
CM-0060 - 0014_f.txt a CM-0060 - 0019_f.txt (p. 14-19) — [s.a.]. Dossier sobre terras indígenas. [s.l.], [c. 1958]. Acervo Cildo F. S. Meireles.