Capitão (chefe) da nação Guaycurú — antecessores dos Kadiwéu. Em agosto de 1791, viajou pessoalmente com o co-chefe Paulo Joaquim José Ferreira, dezessete subordinados e a intérprete escravizada “preta Victoria” até a capital Villa-Bella, onde assinou o “Termo” de paz perpétua com o Capitão General João de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres. Em nome de sua nação, prometeu “manter com os Portuguezes a mais íntima paz e amizade” e foi reconhecido como vassalo de Sua Majestade Fidelíssima pela Carta Patente de 30 de julho de 1791 (CM-0060, p. 16-17).
Francisco Rodrigues do Prado, que serviu por mais de três anos no Presídio de Nova Coimbra, relata que os capitães João Queima de Albuquerque e Paulo Joaquim José Ferreira foram “espontânea e ansiosamente” a Villa-Bella, “hospedados com gasalho” pelo governador, e que após o banquete que encerrou o ato solene, o retorno dos chefes à aldeia foi recebido pelos velhos, mulheres e filhos Guaycurú com alegria e choro (CM-0060, p. 18).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0060 |
[c. 1958] | p. 16-18 | capitão Guaycurú; assinou Termo de paz (1791) em Villa-Bella; reconhecido como vassalo — autoridade indígena | análise |
CM-0060 - 0016_f.txt e CM-0060 - 0017_f.txt (p. 16-17) — [s.a.]. Dossier sobre terras indígenas. [s.l.], [c. 1958]. Acervo Cildo F. S. Meireles.