Resumo

General, Presidente da FUNAI no IV Trimestre de 1972. No corpus, aparece como figura central do Boletim Informativo FUNAI nº 5, que reproduz entrevista sua a O Globo, registra sua participação na audiência de caciques Xavante e Xerente com o Presidente Médici, e documenta sua relação com os Canela de Barra do Corda. (CM-0150, p. 5, 17-18, 31, 34, 59)

Trajetória documentada

Em 1972, o General Bandeira de Mello era o principal porta-voz da política indigenista da ditadura militar. Em entrevista a O Globo (21/11/1972), formulou a tese central do período: “Por que impedir o índio de ter acesso à sociedade?”, defendendo a “integração gradual e humanista” como alternativa tanto ao isolamento quanto à assimilação forçada (CM-0150, p. 5). No IV Curso de Indigenismo (FUNAI/UnB), enfatizou que os técnicos deveriam priorizar “defesa da terra, saúde, educação e desenvolvimento da comunidade indígena” e atuar com “tato e sensibilidade no convívio com o índio, sem jamais impor bruscamente novos métodos e técnicas” (CM-0150, p. 31).

Bandeira de Mello intermediou a audiência dos seis caciques Xavante e Xerente com o Presidente Médici no Palácio do Planalto (fins de novembro 1972), após a assinatura dos Decretos 71.106/72, 71.107/72 e 71.05/72 criando novas reservas (CM-0150, p. 17-18). Em visita de inspeção ao Posto Indígena Canela (Barra do Corda/MA), foi batizado pelos Canela como “irmão de tribo” com o nome indígena de “Lopkró” e recebeu o título de Cidadão-Honorário de Barra do Corda por proposta do vereador Olímpio Cruz (CM-0150, p. 34, 59).

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0150 1972 p. 2, 5, 17-18, 31, 34, 52, 58-59 sujeito principal; Presidente da FUNAI análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0150_pagina_001.md a CM-0150_pagina_076.md (76 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — Boletim Informativo FUNAI, Ano II, Nº 5. Brasília: FUNAI/ARP, IV Trimestre 1972. Acervo CFSM.