Povo indígena de língua Jê (Macro-Jê), habitante do norte do Tocantins e sul do Pará, na confluência dos rios Araguaia e Tocantins. No corpus, os Apinayé aparecem em dois mapas cartográficos: o de 1811 da Capitania de Goyaz — grafados “Gentio Apinagé”, localizados na confluência Araguaia/Tocantins (CM-0136, p. 2) — e o mapa etnográfico de O. Bendix (1940), grafados “APINAGES?” com interrogação do cartógrafo (CM-0133, p. 1). A grafia colonial de 1811 é a mais antiga do corpus para este povo.
Povo Gê (família linguística Jê) localizado na região do Bico do Papagaio — área de convergência dos rios Tocantins e Araguaia. O corpus documenta sua presença nessa região tanto em 1811 — quando o mapa da Capitania de Goyaz registra “Gentio Apinagé” na confluência dos rios Maranhão e Araguaia (CM-0136, p. 2) — quanto em 1940, no mapa etnográfico de Bendix (CM-0133, p. 1). A continuidade geográfica entre os dois documentos, separados por 129 anos, sugere permanência territorial. O Bico do Papagaio é também o cenário do massacre dos Krahô (1940), documentado em outros materiais do acervo.
Não estabelecida pelos documentos disponíveis. A menção em CM-0133 é cartográfica (uma localização no mapa de 1940), sem referência direta à atuação de Cildo F. S. Meireles.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0136 |
1811 | p. 2 | “Gentio Apinagé” — localizado na confluência Araguaia/Tocantins; grafia colonial de 1811 | análise |
CM-0133 |
1940 | p. 1 | nomeado no mapa (“APINAGES?”) — com interrogação do cartógrafo | análise |
CM-0145 |
1949 | p. 21, 49 | P.I. Apinagés (IR8, Goiás): escola e 161 índios assistidos em 1949 | análise |
CM-0136_pagina_001.md e CM-0136_pagina_002.md (2 páginas) — [s.a.]. “Mappa que mostra a confluencia dos Rios Maranhão e Araguay”. Capitania de Goyaz, 1811. Acervo Cildo F. S. Meireles.