1. Sumário do documento
Boletim institucional “Atividades do S.P.I.” (1949), publicação oficial do Serviço de Proteção aos Índios subordinado ao Ministério da Agricultura, sob ministro Daniel Serapião de Carvalho e diretor Modesto Donatini Dias da Cruz. O volume reúne estatísticas de escolas, produções, infraestrutura e populações indígenas assistidas pelas 9 Inspetorias Regionais, intercaladas por fotografias de Foerthmann. Nas páginas 52–61, documentos avulsos não relacionados ao SPI — peças de 1965–1966 — estão fisicamente encartados no volume. (CM-0145, p. 3)
2. Análise e descrição do documento
O boletim abre com a máxima de Cândido Rondon — “MORRER SE PRECISO FOR; MATAR, NUNCA!” — antes do frontispício institucional, sinalizando que a identidade ética do SPI como herdeiro do rondôniamo é o enquadramento em que as estatísticas de 1949 devem ser lidas. O documento foi produzido durante a gestão de Modesto Donatini Dias da Cruz como diretor e de Daniel Serapião de Carvalho como ministro da Agricultura. A estrutura alterna texto estatístico com fotografias de Foerthmann (série SPI), fazendo circular uma representação visual dos povos tutelados que reforça a narrativa de pacificação e assistência. (p. 3, 5)
A dimensão educacional é a mais documentada: 78 escolas em funcionamento, 1.907 alunos cadastrados (com ressalva de “dados incompletos”), distribuídos pelas 9 Inspetorias. A IR8, sediada em Goiás e cobrindo o sudeste do Pará, mantinha 9 escolas, entre elas as do P.I. Tocantínia (174 índios assistidos), P.I. Apinagés (161), P.I. Rio do Sôno (108) e P.I. Pimentel Barbosa (93) — quatro postos que cobrem diretamente o território Krahô, Apinayé e a fronteira xavante. O total de índios “assistidos” pela IR8 era 1.235, numa escala muito menor que a IR2 (Pará: 6.540) e a IR7 (Sul: 5.027), refletindo a dimensão do trabalho de fronteira nesta inspetoria. (p. 9, 21, 49)
A produção registrada no 1º semestre de 1949 expõe o modelo econômico dos postos: mandioca (8,6 mil toneladas), milho em grão (5,1 mil toneladas), borracha (19,6 toneladas), farinha de mandioca (2,3 mil toneladas) e rebanho bovino de 11.757 cabeças. A nota “dados incompletos” que acompanha os totais sugere subnotificação. Esta produção sustentava os postos e gerava excedente para o SPI, mas o boletim não discrimina o trabalho indígena do trabalho dos funcionários, configurando o que o CLAUDE.md classifica como apagamento de agentes. (p. 29, 31, 33)
Entre as obras de infraestrutura destacadas, o boletim registra a construção de campos de aviação para operações de atração: o “Serviço de Atração dos Canoeiros” na IR8 (campo de 1.000 m × 100 m) e, crucialmente, a “Turma Atração Xavante” em Mato Grosso com campo de 1.200 m × 100 m no P.I. Pimentel Barbosa. Em 1949 a fase de contato pacífico com os Xavante estava em pleno curso — Francisco Meireles tinha obtido o primeiro encontro amistoso em 1946. O campo de aviação era infraestrutura vital para o abastecimento e comunicação dessa operação, que operava a centenas de quilômetros da estrada mais próxima. A estrada de 102 km aberta pela IR8 ligando Aruanan (antiga Leopoldina) a Pindaíba, no vale do Araguaia, conecta o mesmo território. (p. 35, 37)
As páginas 52–61 constituem uma inserção documentalmente heterogênea: não pertencem ao boletim SPI mas foram guardadas fisicamente dentro dele. Compreende o catálogo de uma exposição de pinturas de Márcia Barroso do Amaral (Salão de Exposições do Departamento de Turismo, Brasília, 20/4/1966), texto crítico assinado por Ricardo Cravo Albim (Diretor do Museu da Imagem e do Som, Estado da Guanabara), carta pessoal de um estudante em Brasília ao pai pedindo ajuda para matrícula no “Elefante Branco” (CIEM), circular do CIEM/Universidade de Brasília (6/5/1965) com cupão preenchido pela mãe “Esney Batista de Campos”, e formulário com os nomes “Maria Argentina Archer” e “Nelson Renato Duque” (Av. Epitácio Pessoa 298, Lagoa). A presença desses papéis de família brasiliense de meados dos anos 1960 dentro de um boletim SPI de 1949 é coerente com a trajetória de Cildo F. S. Meireles, que trabalhava no SPI em Brasília nesse período e cujos filhos estudavam no CIEM (ver CM-0112, CM-0127, CM-0131). (p. 52–61)
3. Análise por entidade
- trechos extraídos:
- p. 3, frontispício: “SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS”
- p. 7: “SERVIÇO DE PROTECÇÃO AOS ÍNDIOS / DECRETO N. 8.072, DE 20/6/1910 / ‘Cria o Serviço de Proteção aos Índios'”
- p. 7: “DECRETO N. 10.652, DE 16/10/1942 / ‘Aprova o Regimento do Serviço de Proteção aos Índios e dá outras providências'”
- p. 7: “DECRETO N. 12.318, DE 27/4/1943 / ‘Modifica o Regimento do Serviço de Proteção aos Índios'”
- p. 7: “DECRETO-LEI N. 17.684, DE 26/1/1945 / ‘Modifica o Regimento do Serviço de Proteção aos Índios'”
- p. 7: “LEI N. 5.484, DE 27/6/1928 / ‘Regula a situação dos Índios nascidos no território nacional'”
- p. 7: “DECRETO-LEI N. 5.540, DE 2/6/1943 / ‘Considera Dia do Índio a data de 19 de abril'”
- p. 9: “O S.P.I. compreende, na sede: Secção de Estudo – S.E. – / Secção de Orientação e Assistência -SOA- / Secção de Administração – S.A. – / e, 9 Inspectorias no território nacional.”
- p. 13: “O SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS – S. P. I. -, tem por finalidade: a) prestar ao índio proteção e assistência, amparando-lhe a vida, a liberdade e a propriedade, defendendo-o do extermínio, resguardando-o da opressão e da expoliação, bem como abrigando-o da miséria, educando-o e instruindo-o, quer viva aldeiado, em tribos, ou promiscuamente, com civilizados;”
- p. 13: “b) promover, em colaboração com os órgãos próprios, a exploração das riquezas naturais, das indústrias extrativas ou de quaisquer outras fontes de rendimento, relacionadas com o patrimônio indígena ou dèle provenientes no sentido de assegurar, quando oportuno, a emancipação econômica das tribos;”
- p. 13: “c) efetuar o levantamento da estatística geral das populações indígenas e dar ao Conselho Nacional de Proteção aos Índios cooperação no estudo e investigação das origens, ritas, tradições, hábitos, línguas e costumes do índio brasileiro;”
- p. 13: “d) estudar as regiões onde houver tribos, do ponto de vista geográfico e econômico, e fazer a demarcação das terras pertencentes ao índio;”
- p. 13: “e) criar postos, visando atrair o índio e fixá-lo pela cultura sistemática da terra e estabelecimento das indústrias rudimentares mais necessárias.”
- p. 11: “NÚMERO DE ALUNOS EXISTENTES NAS ESCOLAS DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS […] TOTAL ………………… 1.907 / Dados incompletos”
- p. 25: “Total geral ……………..78” [escolas]
- p. 29: “PRODUÇÃO DO S.P.I. NO 1º SEMESTRE DE 1949” [tabela de produção agrícola, industrial, animal e extrativa]
- p. 49: “TOTAL GERAL ………….. 17 679 / Dados incompletos” [índios assistidos]
- fatos detectados:
- organizacional: 3 seções na sede (SE, SOA, SA) + 9 Inspetorias Regionais cobrindo todo o território nacional (p. 9)
- legislação fundadora: Decreto 8.072/1910 cria o SPI; Lei 5.484/1928 regula “situação dos Índios”; Decreto 10.652/1942 e 12.318/1943 modificam o regimento (p. 7)
- missão estatutária: proteção contra “extermínio, opressão e expoliação”; “atração” e fixação nos postos; demarcação de terras; estatísticas populacionais; “emancipação econômica das tribos” (p. 13)
- relação com CNPI: cooperação no estudo de “origens, ritas, tradições, hábitos, línguas e costumes” (p. 13)
- relação com Ministério da Agricultura: subordinação administrativa (p. 3)
- trechos extraídos:
- p. 3: “MINISTÉRIO DA AGRICULTURA / SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS”
- fatos detectados:
- O SPI é departamento do Ministério da Agricultura em 1949 (p. 3)
- Ministro: Daniel Serapião de Carvalho (p. 3)
- trechos extraídos:
- p. 3: “MINISTRO: / EXMO. SR. DR. DANIEL SERAPIÃO DE CARVALHO”
- fatos detectados:
- Ministro da Agricultura no momento da publicação do boletim (1949); responsável hierárquico do SPI (p. 3)
- trechos extraídos:
- p. 3: “DIRETOR DO S.P.I. / MODESTO DONATINI DIAS DA CRUZ”
- fatos detectados:
- Diretor do SPI em 1949 (confirmação adicional; já documentado em CM-0107 e CM-0109 para 1947) (p. 3)
Cândido Rondon — referência fundadora (citação como epígrafe)
- trechos extraídos:
- p. 5: “MORRER SE / PRECISO FOR; / MATAR, NUNCA!”
- fatos detectados:
- A máxima é atribuída a Rondon pela tradição do SPI; seu uso como epígrafe do boletim 1949 reafirma a identidade institucional rondônica da organização (p. 5)
- SPI tinha “Sanatório General Rondon” na IR1 (Amazonas) (p. 39) — infrastructura nomeada em sua homenagem
Foerthmann — fotógrafo do acervo SPI
- trechos extraídos:
- p. 4: “FOTO Nº 1326 – S. P. I. / Indio Cadiuéo – / Mato Grosso – Brasil – 1942 – / Foto Foerthmann -“
- p. 6: “FOTO Nº 3068 – S. P. I. / India Borôro – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
- p. 44: “FOTO Nº 7371 – S. P. I. / Cacique Kuikúro – Rio Xingu – / Mato Grosso – Brasil – 1945 – / Foto Foerthmann”
- p. 46: “FOTO N° 3068 – S. P. I. / Indio Borôro empenando uma flecha – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
- fatos detectados:
- Autor de ao menos 4 fotografias do acervo fotográfico do SPI incluídas neste boletim, registrando indivíduos de 3 povos (Kadiwéu, Borôro, Kuikúro) entre 1942 e 1945, no Mato Grosso (p. 4, 6, 44, 46)
- Os números de foto indicam um acervo numerado superior a 7.000 imagens (foto nº 7.371) (p. 44)
Pimentel Barbosa — nomeado no posto (IR8, Mato Grosso)
- trechos extraídos:
- p. 27: “I.R.8 – Goiás – / Olaria, oficina de carpinteiro e marceneiro no posto indígena Pimentel Barbosa.”
- p. 37: “TURMA ATRAÇÃO XAVANTE – M. Grosso – / CAMPO AVIAÇÃO no P.I. Pimentel Barbosa, medindo 1 200 m x 100 m.”
- p. 49: “P.I. Pimentel Barbosa …… 93” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- O P.I. Pimentel Barbosa é a base da “Turma Atração Xavante” em 1949; campo de aviação de 1.200 m foi construído para apoiar a operação (p. 37)
- 93 índios registrados como assistidos no posto em 1949 (p. 49)
- O posto é listado sob IR8 (Goiás) no item de ensino industrial, mas a turma de atração Xavante é localizada em Mato Grosso — situação geográfica ambígua no documento (p. 27, 37)
- flags específicas:
- tipo: entidade_ambigua
detalhe: “O posto é listado sob IR8 (Goiás) em p. 27 mas a ‘Turma Atração Xavante’ é localizada em ‘M. Grosso’ em p. 37 — divergência não resolvida no documento; o P.I. Pimentel Barbosa histórico é associado ao território Xavante no atual MT.”
- trechos extraídos:
- p. 21: “P.I. Heloisa Torres …….. 1” [escola em IR8, Goiás]
- p. 49: “P.I. Heloisa Torres …….. 231” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- Posto nomeado em sua homenagem na IR8 (Goiás) com 231 índios assistidos em 1949 (p. 49)
Curt Nimuendajú — nomeado no posto (IR5, São Paulo)
- trechos extraídos:
- p. 18: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Recreio de alunos Guaraní”
- p. 19: “P.I. Curt Nimuendajú ………. 1” [escola em IR5]
- p. 30: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Criação de cavalos”
- p. 42: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Casa de máquinas”
- fatos detectados:
- Posto Indígena Nacional nomeado em sua homenagem na IR5 (São Paulo), com escola e alunos Guaraní, criação de cavalos e casa de máquinas (p. 18, 42)
Kadiwéu (Cadiuéo) — retratados no acervo fotográfico SPI
- trechos extraídos:
- p. 4: “Indio Cadiuéo – / Mato Grosso – Brasil – 1942 – / Foto Foerthmann -“
- fatos detectados:
- Representados no acervo fotográfico SPI por Foerthmann (foto nº 1.326); Mato Grosso, 1942 (p. 4)
- flags específicas:
- tipo: grafia_pendente_revisao
detalhe: “Grafia ‘Cadiuéo’ no documento; canônico do vault: ‘Kadiwéu’.”
Borôro — retratados no acervo fotográfico SPI
- trechos extraídos:
- p. 6: “India Borôro – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
- p. 46: “Indio Borôro empenando uma flecha – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
- fatos detectados:
- Representados em 2 fotografias de Foerthmann no Mato Grosso (1943): uma mulher (foto nº 3.068 — mesma numeração em ambas as páginas) e um homem empenando flecha (p. 6, 46)
Terena — escola, fotos e combatente FEB
- trechos extraídos:
- p. 8: “I.R.5 / M. Grosso Sul / P.I.N. Cachoeirinha. / Aluna Terena.”
- p. 10: “I.R.5 / M. Grosso Sul / P.I.N. Cachoeirinha. / Aluno Terena.”
- p. 48: “Indio Terena / Leão Vicente / Expedicionario / da F.E.B.”
- fatos detectados:
- Alunos Terena documentados no P.I.N. Cachoeirinha (IR5, Sul de Mato Grosso) (p. 8, 10)
- Leão Vicente: indígena Terena que serviu como expedicionário da Força Expedicionária Brasileira (p. 48)
Leão Vicente — índio Terena, expedicionário da FEB
- trechos extraídos:
- p. 48: “Indio Terena / Leão Vicente / Expedicionario / da F.E.B.”
- fatos detectados:
- Indígena Terena combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) — Segunda Guerra Mundial; retratado em fotografia incluída no boletim SPI 1949 (p. 48)
Kaingang — fotos e população
- trechos extraídos:
- p. 12: “I.R.7 – P.I.N. Guarita – R. Grande do Sul / Pequenos escolares Kaingang com o Diretor do S.P.I.”
- p. 20: “I.R.7 – P.I.N. Guarita – R. Grande do Sul / Casas de Índios Kaingang”
- fatos detectados:
- Escola no P.I.N. Guarita (IR7, RS) com escolares Kaingang fotografados com o Diretor do SPI (p. 12)
- IR7 assistia 5.027 índios; P.I. Guarita = 559; P.I. Chapecó = 906 (maior posto da IR7) (p. 47)
Bacairí — escola e enfermagem
- trechos extraídos:
- p. 16: “I.R.6 – P.I.A. Simões Lopes – Mato Grosso / Grupo escolar de índios Bacairí”
- p. 38: “I.R.6 – P.I.A. Simões Lopes – Mato Grosso / Aulas de enfermagem para índias Bacairí”
- fatos detectados:
- Grupo escolar e aulas de enfermagem para mulheres Bacairí no P.I.A. Simões Lopes (IR6, MT) (p. 16, 38)
- trechos extraídos:
- p. 18: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Recreio de alunos Guaraní”
- fatos detectados:
- Alunos Guaraní no P.I.N. Curt Nimuendajú (IR5, SP) (p. 18)
Umutina — olaria e fabricação de tijolos
- trechos extraídos:
- p. 34: “I.R.6 – P.I.N. Fraternidade Indígena – Mato Grosso / Tijolos fabricados pelos indios Umutina”
- p. 36: “I.R.6 – P.I.N. Fraternidade Indígena – Mato Grosso / Olaria de Índios Umutina”
- fatos detectados:
- Umutina fabricavam tijolos e operavam olaria no P.I.N. Fraternidade Indígena (IR6, MT) em 1949 (p. 34, 36)
Apinayé — escola e população (IR8)
- trechos extraídos:
- p. 21: “P.I. Apinagés …………… 1” [escola em IR8, Goiás]
- p. 49: “P.I. Apinagés …………… 161” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- Escola e 161 índios assistidos no P.I. Apinagés (IR8, Goiás) em 1949 (p. 21, 49)
- flags específicas:
- tipo: grafia_pendente_revisao
detalhe: “Grafia ‘Apinagés’ no documento; canônico do vault: ‘Apinayé’.”
Karajá — posto (IR8)
- trechos extraídos:
- p. 21: “P.I. Carajás do Sul ………. 1” [escola em IR8, Goiás]
- p. 49: “P.I. Carajás do Sul ………. 49” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- Escola e 49 índios assistidos no P.I. Carajás do Sul (IR8, Goiás) em 1949 (p. 21, 49)
- flags específicas:
- tipo: grafia_pendente_revisao
detalhe: “Grafia ‘Carajás’ no documento; canônico do vault: ‘Karajá’.”
Canoeiros — operação de atração (IR8, Goiás)
- trechos extraídos:
- p. 37: “Na I.R.8 – Goiás – / CAMPO AVIAÇÃO a 100 m da sede / do Serviço de Atração dos Canoeiros / medindo 1 000 m x 100 m.”
- fatos detectados:
- “Serviço de Atração dos Canoeiros” operava na IR8 (Goiás) em 1949 com campo de aviação de 1.000 m (p. 37)
Xavante — operação de atração (Mato Grosso)
- trechos extraídos:
- p. 37: “TURMA ATRAÇÃO XAVANTE – M. Grosso – / CAMPO AVIAÇÃO no P.I. Pimentel Barbosa, medindo 1 200 m x 100 m.”
- p. 49: “P.I. Pimentel Barbosa …… 93” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- “Turma Atração Xavante” era uma unidade operacional ativa em 1949, com campo de aviação de 1.200 m no P.I. Pimentel Barbosa; 93 índios registrados no posto (p. 37, 49)
Kuikúro — retratados no acervo fotográfico SPI
- trechos extraídos:
- p. 44: “FOTO Nº 7371 – S. P. I. / Cacique Kuikúro – Rio Xingu – / Mato Grosso – Brasil – 1945 – / Foto Foerthmann”
- fatos detectados:
- Cacique Kuikúro retratado por Foerthmann no Rio Xingu, Mato Grosso (1945); foto nº 7.371 do acervo SPI (p. 44)
Munduruku — escola e população (IR2)
- trechos extraídos:
- p. 15: “P.I. Mundurucú …………… 1” [escola em IR2, Pará]
- p. 43: “P.I. Mundurucú ……….. 2 886” [índios assistidos, IR2]
- fatos detectados:
- 2.886 índios assistidos no P.I. Mundurucú (IR2, Pará) — maior posto individual do boletim (p. 43)
Goiás (IR8) — inspetoria regional com 9 postos
- trechos extraídos:
- p. 9: “I.R.8 – Goiás e sudeste do Pará -“
- p. 21: “1. R.8 – Goiás – / P.I. Manoel da Nóbrega …… 1 / P.I. Tocantínia …………. 1 / P.I. Apinagés …………… 1 / P.I. Rio do Sôno ………… 1 / P.I. Carajás do Sul ………. 1 / P.I. Getúlio Vargas ……… 1 / P.I. Heloisa Torres ……… 1 / Escola Teodoro Sampaio …… 1 / Aldeia Donzela ………….. 1”
- p. 25: [IR8 incluída no total geral de 78 escolas]
- p. 27: “I.R.8 – Goiás – / Olaria, oficina de carpinteiro e marceneiro no posto indígena Pimentel Barbosa.”
- p. 35: “I.R.8 – Goiás – / Com 102 km.de extensão, ligando Aruanan – antiga Leopoldina – a Pindaíba.”
- p. 37: “Na I.R.8 – Goiás – / CAMPO AVIAÇÃO a 100 m da sede / do Serviço de Atração dos Canoeiros / medindo 1 000 m x 100 m.”
- p. 49: “I.R.8 / P.I. Apinagés …………… 161 / P.I. Carajás do Sul ………. 49 / P.I. Tocantínia …………. 174 / P.I. Manoel da Nóbrega …… 257 / P.I. Getúlio Vargas ………. 162 / P.I. Heloisa Torres ……… 231 / P.I. Rio do Sono ………… 108 / P.I. Pimentel Barbosa …… 93 […] 1 235”
- fatos detectados:
- IR8 cobre Goiás e sudeste do Pará; 9 escolas em 1949; 1.235 índios assistidos (p. 9, 21, 49)
- Infraestrutura notable: estrada 102 km (Aruanan–Pindaíba), campo de aviação (Serviço de Atração dos Canoeiros), olaria no P.I. Pimentel Barbosa (p. 27, 35, 37)
Tocantínia — posto com 174 índios assistidos (IR8)
- trechos extraídos:
- p. 21: “P.I. Tocantínia …………. 1” [escola em IR8, Goiás]
- p. 49: “P.I. Tocantínia …………. 174” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- P.I. Tocantínia (IR8) tinha escola e 174 índios assistidos em 1949; situado na área do território Xerente/Krahô (p. 21, 49)
Rio do Sôno — posto com 108 índios assistidos (IR8, Goiás)
- trechos extraídos:
- p. 21: “P.I. Rio do Sôno ………… 1” [escola em IR8, Goiás]
- p. 49: “P.I. Rio do Sono ………… 108” [índios assistidos, IR8]
- fatos detectados:
- P.I. Rio do Sôno (IR8, Goiás) tinha escola e 108 índios assistidos em 1949; situado no território Krahô (margem do Rio do Sono, afluente do Tocantins) (p. 21, 49)
- trechos extraídos:
- p. 35: “I.R.8 – Goiás – / Com 102 km.de extensão, ligando Aruanan – antiga Leopoldina – a Pindaíba.”
- p. 50: “PORTO DE ARUANA – RIO ARAGUAIA.”
- fatos detectados:
- Estrada de 102 km construída pela IR8 ligando Aruanan (antiga Leopoldina) a Pindaíba — eixo de acesso ao Rio Araguaia (p. 35)
- O porto de Aruaná no Rio Araguaia ilustrado com fotografia (p. 50)
- “Aruanan” = topônimo contemporâneo de Aruaná, Goiás, às margens do Araguaia (p. 35)
Eventos: Turma Atração Xavante — operação de contato (Mato Grosso, 1949)
- trechos extraídos:
- p. 37: “TURMA ATRAÇÃO XAVANTE – M. Grosso – / CAMPO AVIAÇÃO no P.I. Pimentel Barbosa, medindo 1 200 m x 100 m.”
- fatos detectados:
- Em 1949 a Turma Atração Xavante tinha campo de aviação de 1.200 m × 100 m no P.I. Pimentel Barbosa (MT) — infraestrutura que evidencia o grau de institucionalização da operação de contato (p. 37)
- trechos extraídos:
- p. 37: “Na I.R.8 – Goiás – / CAMPO AVIAÇÃO a 100 m da sede / do Serviço de Atração dos Canoeiros / medindo 1 000 m x 100 m.”
- fatos detectados:
- O Serviço de Atração dos Canoeiros operava na IR8 (Goiás) em 1949, com campo de aviação de 1.000 m × 100 m (p. 37)
Material avulso (pp. 52–61) — documentos encartados
Márcia Barroso do Amaral — pintora (material avulso, p. 53–56)
- trechos extraídos:
- p. 53: “fundação cultural do distrito federal / comissão organizadora dos festejos do VI aniversário de brasília / marcia / barroso do amaral / pintura/”
- p. 54: “Marcia Barroso do Amaral nasceu no Rio, há pouco mais de duas décadas. […] Quando menina ainda, esboça seus primeiros rabiscos na «Escolinha de Arte» de Mestre Augusto Rodrigues. […] em 1961, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes e aprimora seus conhecimentos técnicos com os Professores Carvão, Zaluar e Campofiorito.”
- p. 56: “salão de exposições do departamento de turismo / brasília, 20 de abril de 1966”
- fatos detectados:
- Catálogo da exposição individual de pinturas de Márcia Barroso do Amaral no Salão de Exposições do Departamento de Turismo de Brasília, 20/4/1966; VI Aniversário de Brasília (p. 56)
- 8 pinturas listadas (p. 55): máquina; ferros; relógio e castiçais; copos e laranjas; copos e garrafas; relógios; peixes no prato; lâmpada
- Formação: Escolinha de Arte (Augusto Rodrigues); Escola Nacional de Belas Artes (1961); professores Carvão, Zaluar e Campofiorito (p. 54)
- Texto crítico assinado por Ricardo Cravo Albim (p. 54)
Ricardo Cravo Albim — Diretor do Museu da Imagem e do Som, Estado da Guanabara (material avulso, p. 54)
- trechos extraídos:
- p. 54: “RICARDO CRAVO ALBIM / Diretor do Museu da Imagem e do Som / Estado da Guanabara”
- fatos detectados:
- Assinou texto crítico sobre Márcia Barroso do Amaral; cargo no Estado da Guanabara (p. 54)
- trechos extraídos:
- p. 52: “RENOVAÇÃO -> 15-30 JAN. / TRANSFERÊNCIA -> 4/ janeiro com diante. / ALUNOS NOVOS – NOVAS MATRÍCULAS -> 1º 26/ v. / […] A PARTIR DO DIA 4-1-65.”
- p. 52: “centro integrado de / ENSINO MÉDIO – A PARTIR DO DIA 4-1-65.”
- p. 58: “Vou fazer o teste para o / CIEM. […] O período para pedidos / de TRANSFERÊNCIA no ‘Elefante / BRANCO’ começará no / dia 4 (quatro) de janeiro.”
- p. 60: “UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – Centro Integrado de Ensino Médio – CIEM / Serviço de Orientação Educacional / Brasília, 6 de maio de 1965”
- fatos detectados:
- O CIEM (Centro Integrado de Ensino Médio) era uma escola secundária da Universidade de Brasília em 1965, popularmente chamado de “Elefante Branco” (p. 52, 58)
- Circular do SOE/CIEM de 6/5/1965 foi respondida por “Esney Batista de Campos” (p. 60)
Esney Batista de Campos — mãe de aluno do CIEM (material avulso, p. 60)
- trechos extraídos:
- p. 60: “Mãe [ ] Esney Batista de campos ___ (nome bem legível) sim [X] 2º [ ] manhã [ ] […] não [ ] 3º [ ] tarde [X] / 4º [ ] 5º [ ] 6º [ ] noite [X]”
- fatos detectados:
- Mãe de aluno do CIEM/UnB; preencheu cupão de retorno marcando presença (terça/tarde ou noite) na reunião de maio de 1965 (p. 60)
- flags específicas:
- tipo: entidade_ambigua
detalhe: “Identidade não confirmada; a presença deste documento no acervo de Cildo F. S. Meireles e a cronologia (filhos em Brasília em 1963 — CM-0127, CM-0131 — e aluno no CIEM em 1965) sugerem parentesco familiar.”
4. Citações ambíguas / não atribuídas
- p. 32: “[ilegível]” — legenda de fotografia parcialmente ilegível; não atribuída
- p. 59: “[ilegível]” + “[ilegível]” — partes da carta pessoal com OCR degradado; texto de continuação não identificável
- p. 61: “[ilegível linha de formulário…]” × 4 + “[ilegível texto entre parênteses]” + “[ilegível bloco de texto impresso]” — formulário com informações parcialmente ilegíveis
5. Notas de continuidade (multi-página)
Estrutura do documento:
– pp. 1–2: Capas/ilustrações (descrição visual apenas — sem texto legível)
– p. 3: Frontispício
– pp. 4–51: Corpo do boletim SPI 1949 (texto + fotografias alternadas)
– pp. 52–61: Documentos avulsos encartados (não relacionados ao boletim SPI)
Páginas com descrição visual apenas (sem transcrição):
– p. 1: Ilustração paisagística com edificações e árvore — imagem de capa
– p. 2: Capa ilustrada com tipografia “atividades” + “S.P.I.” sobreposta
– p. 51: Porto de Aruaná / Rio Araguaia — imagem fotográfica
– p. 57: Anotação manuscrita com caneta esferográfica azul — texto ilegível
Quebras de assunto:
– p. 51 (fim do boletim SPI) → p. 52 (início dos avulsos de 1965–66): quebra abrupta de conteúdo sem qualquer indicação de transição
Páginas com OCR degradado:
– pp. 32, 59, 61 — trechos ilegíveis anotados
- Releituras: 3 (P1 — identificação ampla: estrutura, tipo, personagens, contexto; P2 — detalhamento exaustivo: todas as menções por página, trechos literais, pinpoints; P3 — varredura focal: vocabulário de tutela, estatísticas de IR8/Krahô, conexões Xavante, material avulso das pp. 52–61)
- Qualidade do OCR: boa nas páginas de texto; 4 páginas com trechos ilegíveis (pp. 32, 57, 59, 61); pp. 1, 2, 51, 57 com descrição visual em lugar de transcrição (imagens ilegíveis)
- Flag
source_md_only: apenas arquivos .md disponíveis; sem .txt
- Flag
documento_misto: pp. 52–61 são documentos avulsos encartados fisicamente no volume; context de encartamento presumivelmente relacionado ao acervo de Cildo F. S. Meireles em Brasília (meados dos anos 1960)
- Achado relevante: P.I. Rio do Sôno (108 índios, 1949) é o posto diretamente na área do território Krahô; seu número sugere a dimensão da população Krahô sob tutela SPI após o massacre de 1940 — este é dado demográfico de referência para o período pós-massacre
- Achado relevante: “Turma Atração Xavante” com campo de aviação de 1.200 m no P.I. Pimentel Barbosa (1949) é documentação institucional da operação que Francisco Meireles conduzia nesse período
- Novo povo não listado: Umutina — povo que operava olaria e fabricava tijolos no P.I.N. Fraternidade Indígena (IR6, MT); não estava no listagem-nomes.md
- Nova entidade-pessoa não listada: Foerthmann — fotógrafo do acervo SPI, ativo 1942–1945; não estava no listagem-nomes.md
- Nova entidade-pessoa não listada: Leão Vicente — Terena, expedicionário FEB; não estava no listagem-nomes.md
- Entrada listagem: Rio do Sôno — não estava no listagem-nomes.md; P.I. Rio do Sôno (IR8, Goiás) = território Krahô; demanda criação de página