Resumo

Povo de família Karíb, aliado histórico dos Máku, documentado no corpus como vítima colateral do ataque Kasrapai (Xirianá) na cachoeira Kulekuleima no início da década de 1930. Conhecidos na Venezuela como Maquiritare. Os Máku os chamavam /dakwana/ e os Xirianá os chamavam /pawana/ — ambas palavras com sentido de “bons patrões” ou “boa gente” (CM-0141, p. 3). Em 1964, os Mayongong do alto Uaris e Ventuari confirmaram a Migliazza que não havia mais Máku na Venezuela. (CM-0141, p. 4)

Presença no corpus

As relações Mayongong-Máku são descritas como “sempre amistosas”: compartilhavam técnicas (a zarabatana Máku era de origem Mayongong; os Máku escambavam o ralador de mandioca com os Mayongong), e as malocas Máku de taipa assemelhavam-se às Mayongong (CM-0141, p. 3, 5). O contraste com os contatos hostis com os Xirianá é explicitamente anotado pelo autor.

O ataque dos Kasrapai no início dos anos 1930 atingiu simultaneamente Máku e Mayongong na cachoeira Kulekuleima: “atacaram e exterminaram os moradores Máku e Mayongong da cachoeira Kulekuleima, levando para o Mucajaí algumas crianças e mulheres jovens” (CM-0141, p. 3). Em 1964, os Mayongong do alto Uaris e Ventuari informavam que não havia mais Máku na Venezuela — posição de testemunha do colapso demográfico Máku (CM-0141, p. 4).

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0141 1965-03 p. 2-5 aliado do Máku; vítima do ataque Kasrapai; testemunha do colapso Máku análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0141_pagina_001.md a CM-0141_pagina_019.md (19 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — MIGLIAZZA, Ernesto. “Fonologia Máku”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 25. Belém: MPEG/CNPq/INPA, março 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.