Povo Karíb da mesopotâmia Culuene-Culiseiu, Alto Xingu, documentado no corpus pelo artigo de Galvão e Simões (1965) como exemplo central do processo de depopulação indígena no Alto Xingu. Em 1896, Meyer contou 15 aldeias ou grupos-locais Nahuquá; em 1942, foram as primeiras vítimas documentadas dos Txikão (12 mortos, 3 raptados). Grupos-locais como Aipátse, Tsúva e Naravôto, ainda independentes em 1947, haviam desaparecido como unidades tribais dois anos depois, absorvidos pelos Kalapálo e Kuikúro (CM-0139, p. 18-19).
O território histórico Nahuquá compreendia a mesopotâmia Culuene-Culiseiu, entre os paralelos 12°30′ e 13°S. Meyer (1896) dividiu o grupo em dois: Nahuquá-Akukú (aldeias Kalapálo, Awinukurú, Arikuanáko, Yamarikumá, Naikaeto, Arawute, Auwauwití, Aratá, Guapirí e Apanakiri) e Nahuquá-Yanamakapú (aldeias Etagl, Oti, Tekiaheto, Kuikúro e Tsego) (CM-0139, p. 18). Em 1944, após o ataque Txikão, os sobreviventes se transferiram para a lagoa Yhumbá, próxima ao Culuene (CM-0139, p. 4, nota 6).
O relatório da 1.ª Expedição do SPI ao Culiseiu (1944) documenta o ataque Txikão à aldeia Nahuquá: “matando 4 homens e incendiando as malocas. Isso redundou no abandono dessa aldeia e transferência dos Nahuquá para a lagoa Yhumbá, próxima ao Culuene (Rel. 1.ª Exp. SPI, 1944: fls. 6-7)” (CM-0139, p. 4, nota 6). Em 1963, subsistiam apenas os grupos-locais Kalapálo, Kuikúro e Nahuquá-Mahipúhy, deslocados para dentro dos limites do Parque Nacional do Xingu (CM-0139, p. 20).
O documento não menciona Cildo F. S. Meireles em relação aos Nahuquá. A Expedição SPI de 1944 ao Culiseiu que documentou o ataque seria de interesse para a pesquisa da atuação do SPI naquele período.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0139 |
1965-02 | p. 4, 18-20 | primeira vítima documentada dos Txikão (1942/1944); depopulação severa | análise |
CM-0139_pagina_001.md a CM-0139_pagina_055.md (55 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — GALVÃO, Eduardo; SIMÕES, Mário F. “Notícia Sôbre os Índios Txikão — Alto Xingu”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 24. Belém: INPA/CNPq, fevereiro 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.