Poemeto de Olímpio Cruz, publicado em São Luiz (Maranhão) em 1946. Aparece no corpus via o trecho “Epílogo”, transcrito por Cildo Meireles como Anexo 1 do memorial de 1949 sobre a Craolândia. O “Epílogo” (26 versos) narra o massacre da aldeia Chinela, povo Canela, por Raimundo Arruda e seus vaqueiros — 300 vítimas, descritas como “habitantes da planície bela” (CM-0153, p. 19).
Cildo o mobiliza como evidência histórica e moral: o poema demonstra que a violência contra os Timbiras — da qual os Krahô faziam parte — não era fato recente, mas padrão documentado literariamente. A nota ao poema, inserida no corpus, identifica: “A aldeia da Chinela era de índios Canelas, irmãos colaterais dos Craôs, descendentes dos TIMBIRAS” (CM-0153, p. 19).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0153 |
1949-01-17 | p. 19 | trecho “Epílogo” citado; narra massacre da aldeia Chinela (300 vítimas Canela); usado como Anexo 1 | análise |
CM-0153 - MEMORIAL_pagina_001.md a CM-0153 - MEMORIAL_pagina_023.md (23 páginas) — MEIRELES, Cildo. Memorial sobre a situação jurídica das terras da Craolândia. Curitiba, 1949-01-17. Acervo Cildo F. S. Meireles.