Eixo temático presente no corpus como objeto central do artigo de Migliazza sobre os Xirianá (CM-0142). O estudo descreve a hierarquia social Xirianá em quatro níveis — grupo de parentesco, bando, família extensa e família nuclear —, articulando estrutura de residência, sistema de parentesco de fusão bifurcada, economia de subsistência e rituais de ciclo de vida.
CM-0142 é o único documento do corpus dedicado explicitamente à organização social indígena como objeto de análise. Migliazza estrutura sua descrição em torno de quatro unidades sociais hierárquicas:
O grupo de parentesco é “o maior grupo social a que um Xiriâna pertence. Só o nascimento confere o direito de ser membro do grupo Xiriâna” — casamentos são endógamos com respeito a esse grupo (CM-0142, p. 3). O bando é a unidade residencial semi-nômade com função primária econômica, reunindo os membros por nove meses do ano — “ser membro do bando é mais importante para os Xiriâna do que ser membro da família extensa” (CM-0142, p. 5). A família matrilocal extensa é a unidade intermediária, frequentemente reduzida a duas ou três famílias nucleares por morte (CM-0142, p. 4). A família nuclear é a menor unidade econômica, distinguida pelo uso de uma fogueira específica em torno da qual somente seus membros têm direito de pendurar rede (CM-0142, p. 6).
A terminologia de parentesco de fusão bifurcada (12 termos vocativos classificatórios) é apresentada com tabela completa e quatro diagramas genealógicos (CM-0142, pp. 7-9, 21-24). O artigo descreve ainda os rituais de ciclo de vida — nascimento, criação, puberdade, casamento e morte — como expressões da estrutura social.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0142 |
1964-06-30 | p. 1-18, passim | tema central do artigo; descrição de hierarquia social Xirianá em quatro níveis | análise |
CM-0142_pagina_001.md a CM-0142_pagina_024.md (24 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — MIGLIAZZA, Ernesto. “Notas Sôbre a Organização Social dos Xiriâna do Rio Uraricaá”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 22. Belém: CNPq/INPA/MPEG, 30 jun. 1964. Acervo Cildo F. S. Meireles.