Cidade goiana citada no corpus como referência geográfica do território dos Canoeiros — “da região entre Santa Tereza e Tocantins, (Goiás)” (CM-0035, p. 2, parágrafo 11). O documento registra que a Folha de Goiás publicou matéria sensacionalista acusando os Canoeiros de assaltar fazendas na região, notícia que Bernardo Élis interpretou como preparação midiática para justificar violência futura contra o grupo.
Santa Tereza situa-se no centro-norte goiano, nas proximidades do Rio Tocantins. O documento a posiciona em relação ao “Tocantins” (rio ou região), delimitando o território dos Canoeiros entre esses dois pontos de referência. A região integrava o mesmo contexto de pressão fundiária que atingia Pedro Afonso (Krahô) e Tocantínia (Xerente) em 1963.
“a ‘Folha de Goiás’, do dia 29 do corrente, traga como cabeçalho, de última página, uma notícia com todos os característicos de sensacionalismo, na qual se diz que os ‘Canoeiros’, da região entre Santa Tereza e Tocantins, (Goiás) estão assaltando fazendas para roubar” (CM-0035, p. 2, parágrafo 11)
Bernardo Élis identifica a matéria como peça de uma estratégia mais ampla: criar na opinião pública a imagem de indígenas como ameaça para justificar ações violentas de “repressão” por fazendeiros e grileiros. A região entre Santa Tereza e Tocantins é, portanto, documentada como área de disputa territorial onde a imprensa operava como instrumento de legitimação do esbulho (CM-0035, p. 2, parágrafo 11).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0035 |
1963-02-01 | p. 2 | referência geográfica para território dos Canoeiros; alvo de matéria sensacionalista | análise |
CM-0035 - 0001_f.txt a CM-0035 - 0002_f.txt (2 páginas) — ÉLIS, Bernardo. Coluna de opinião. O Popular, Goiânia, 1963-02-01. Acervo Cildo F. S. Meireles.