Resumo

Estabelecimento militar imperial localizado no Rio Tibagy (atual Paraná), que funcionava como contraparte operacional e logística das Colônias Indígenas criadas pelo Regulamento de 1857. A primeira colônia indígena — São Pedro de Alcantara — situava-se “defronte” da Colônia Militar, e o regulamento previa mútua prestação de auxílios entre as duas instituições (CM-0021, p. 2, Art. 2 §1; p. 7, Art. 57).

Atuação documentada no corpus

O Regulamento das Colônias Indígenas de 1857 define quatro áreas de interação entre a Colônia Militar do Jatahy e as colônias indígenas:

  • Abertura e conservação de estradas: o Administrador da primeira colônia devia ceder “trabalhadores e africados” ao Comandante da Colônia Militar para obras viárias entre o Jatahy e o Campo da Fortaleza (CM-0021, p. 6, Art. 42)
  • Transporte de gêneros: o Capataz era obrigado a fazer o transporte de mercadorias entre as colônias indígenas e a Colônia Militar, assim como para a Villa de Castro (CM-0021, p. 7, Art. 51)
  • Força de apoio: o Administrador podia recorrer ao Comandante da Colônia Militar “sempre que se torne necessária a presença de alguma força” para proteger indígenas de maus-tratos ou lesões (CM-0021, p. 7, Art. 56)
  • Fornecimento de mantimentos: a Colônia Militar fornecia mantimentos aos trabalhadores indígenas envolvidos nas obras de infraestrutura (CM-0021, p. 7, Art. 57)

A relação formal de reciprocidade — “mutuamente prestar-se os auxilios” — revela a imbricação entre a política indigenista de catequese e a estratégia militar de ocupação dos sertões do Paraná e Mato Grosso no Segundo Reinado.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0021 1857-04-25 p. 2, 6-7 contraparte militar das Colônias Indígenas no Paraná imperial análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0021 - 0001_f.txt a CM-0021 - 0008_f.txt (8 páginas) — FERRAZ, Luiz Pedreira do Coutto. Regulamento das Colônias Indígenas de 25 de Abril de 1857. Rio de Janeiro: Palácio do Rio de Janeiro, 1857-04-25. Cópia arquivada na 7ª Inspetoria Regional do SPI. Acervo Cildo F. S. Meireles.