Missão religiosa localizada no Rio Cururu, afluente do Rio Tapajós (PA). Na época da pesquisa de Las-Casas (1959/60), era uma das duas agências de intervenção deliberada sobre os grupos tribais da área — a outra era o SPI.
Las-Casas distingue a missão do SPI em dois aspectos centrais: (1) não praticava violências físicas documentadas contra os índios — “todos os depoimentos registrados levam-nos a concluir que a ação dos missionários se faz sem as violências físicas registradas no caso precedente” (CM-0140, p. 15); (2) dispunha de transporte gratuito fornecido pela FAB, o que lhe conferia vantagem econômica inacessível aos demais concorrentes — seringal e SPI (CM-0140, p. 15).
A missão atendia principalmente Mundurukú sob sua proteção, comercializava a produção extrativa indígena para contornar o aviamento do seringal, e entrou em competição com o SPI e o seringal pela mão de obra indígena. Em determinado momento, as relações entre as três unidades “chegaram a se aproximar de uma situação de conflito” (CM-0140, p. 16). A missão denunciou o agente do SPI que montou sistema de aviamento sobre os Mundurukú — contribuindo para seu afastamento (CM-0140, p. 13).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0140 |
1964-10 | p. 11, 15-16 | localizada no Rio Cururu; transporte FAB gratuito; sem violências físicas documentadas; competição com SPI e seringal | análise |
CM-0144 |
1964-10 | p. 11, 15-16 | mesma análise; segunda cópia no acervo | análise |
CM-0140_pagina_015.md e CM-0140_pagina_016.md (source_md_only) — LAS-CASAS, Roberto Décio de. “Índios e Brasileiros no Vale do Rio Tapajós”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, N.º 23. Belém, 1964-10.