Afluente da margem esquerda do Córrego Niutaca, cujas nascentes ficam na encosta da Serra da Bodoquena, próximo a um marco da Fazenda Xatelodo e à sua sede. Nome português: Cebola. Nome em língua Kadiwéu (“guaiaruri”): Alatiligú / Alati-luég — que se traduz por “Cebola” (CM-0056, p. 1, p. 3). É o espaço disputado na invasão da Sociedade Agro-Pecuaria Xatelodo Ltda. em 1946 — contratantes plantaram café e outras lavouras nas suas nascentes, dentro da Reserva Kadiwéu.
O Alatiligú é a única designação geográfica em língua Kadiwéu (“guaiaruri”) registrada no corpus. Seu nome português — Cebola — foi o que a Inspetoria usou na intimação formal (CM-0056, p. 3). A fronteira entre o território da Fazenda Xatelodo e a Reserva Kadiwéu passava pelas nascentes desse afluente, tornando-o centro do litígio fundiário de 1946.
Em 1946, a Sociedade Agro-Pecuaria Xatelodo Ltda. contratou plantações nas nascentes do Alatiligú — dentro da Reserva Kadiwéu — com João Lemos (cafusal) e Benedito Moreira da Silva (vulgo Sotéro). A Inspetoria verificou pessoalmente o local, documentou com fotografias, e emitiu intimação formal (CM-0056, p. 3-4).
A estratégia jurídica da Inspetoria incluía obter testemunho de Deoclécio Leite Moreira sobre o uso Kadiwéu habitual da área entre o Niutaca e o Alatiligú, incluindo evidências físicas como trilhos e ossadas de reses (CM-0056, p. 1).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0056 |
1946-11/12 | p. 1, 3 | afluente esquerdo do Niutaca invadido pela Fazenda Xatelodo; nome Kadiwéu “Alatiligú” = Cebola; estratégia jurídica da Inspetoria | análise |
CM-0056_pagina_001.md a CM-0056_pagina_004.md (4 páginas) — BARBOSA, Nicolau Bueno Horta. Ofício e intimação sobre o Córrego Niutaca. Campo Grande MT, 1946. Acervo Cildo F. S. Meireles.