Resumo

Cordilheira que atravessa o atual estado de Mato Grosso do Sul. Aparece no corpus como referência geográfica para os limites de duas reservas indígenas: o Decreto nº 611 de 14 de dezembro de 1922, que reservou 2.800 hectares para os Tereno em Nioac, delimita a área entre o Rio Urumbeba e a Serra de Maracaju; o Decreto nº 834 de 14 de novembro de 1928, que reservou 2.000 hectares para os Tereno em Burity (entre Campo Grande e Aquidauana), também usa a serra como referência limítrofe (CM-0043, p. 10, 15).

Localização e contexto geográfico

A Serra de Maracaju é uma formação geológica que se estende de norte a sul pelo atual Mato Grosso do Sul, constituindo o divisor de águas entre as bacias do Paraguai e do Paraná. Nos decretos de reserva, funciona como acidente geográfico de referência para a demarcação de terras indígenas — prática comum na cartografia fundiária da época, anterior aos levantamentos topográficos precisos (CM-0043, p. 10, 15).

Histórico documentado

Um Memorial de c. 1920-1928 (CM-0050) descreve a Fazenda das Correntes como “encostada ao S.E. nas quebradas da serra de Maracajú” — a serra funcionava como limite natural leste-sudeste do grande latifúndio, tornando os recessos do alto Burity ainda mais remotos e desconhecidos pelo proprietário (CM-0050, p. 3). Esta remoticidade foi o que permitiu que os Terena se estabelecessem ali sem contestação imediata.

Duas menções adicionais como limite de reservas Tereno: em Nioac (1922) e em Burity (1928). Em ambos os casos, a serra é citada como marco divisório natural das áreas reservadas, sem coordenadas geográficas precisas (CM-0043, p. 10, 15).

Povos indígenas associados

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A pesquisar
Se a reserva de Burity (1928) foi efetivamente demarcada com a serra como limite. O desfecho da disputa com Agostinho Rondon (CM-0050) e se o limite sul ficou impreciso.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0050 [c. 1920-1928] p. 3 limite SE da Fazenda das Correntes; contribuiu para a remoticidade da Colônia Terena análise
CM-0043 1937 p. 10, 15 serra como limite de reservas Tereno em Nioac (1922) e Burity (1928) análise
CM-0061 1924-07-10 p. 5, 8, 12, 22, 32 limite nascente das terras do Brejão; rota histórica estudada pela Comissão Imperial c. 1860s; ascensão via Córrego das Posses análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0050_pagina_001.md a CM-0050_pagina_007.md (7 páginas, transcrição limpa) — [s.a.]. “Memorial sobre as terras do córrego ‘Burity'”. [s.l.], [c. 1920-1928]. Acervo Cildo F. S. Meireles.
  • CM-0043 - 0001_f.txt a CM-0043 - 0016_f.txt (16 páginas) — 6ª Inspetoria Regional do SPI. “Relação dos atos oficiais reservando terras para os índios de Mato Grosso”. Cuiabá, 1937. Acervo Cildo F. S. Meireles.