Resumo

Região de Mato Grosso associada ao território tradicional dos Xavante (Chavante) e ao processo de grilagem que acompanhou a valorização das terras após a Atração dos Chavantes conduzida pelo SPI. Segundo o Diretor do SPI em c. 1953, as terras do vale do Pindaíba “em 1940 não tinham preço, em 1943 eram adquiridas a quatro cruzeiros o alqueire e hoje valem cerca de quatrocentos” — valorização decorrente da “pacificação” promovida pelo SPI — enquanto os próprios Xavante “estão sendo tiroteados pelos grileiros” e negociantes de terras com cumplicidade da polícia de Mato Grosso (CM-0155, p. 12).

O caso é apresentado no documento como síntese do paradoxo da política indigenista: o SPI investiu recursos substanciais (c. Cr$ 5.000.000,00 em dez anos) para tornar a região habitável e segura — e o resultado foi a valorização das terras e a expulsão dos Xavante pelos mesmos agentes que se beneficiaram da estabilidade que o SPI propiciou.

A pesquisar
Localização precisa do vale do Pindaíba (rio Pindaíba ou região?); municipalidade à época; relação com o Posto Pimentel Barbosa; extensão da grilagem e destino dos Xavante afetados; processos SPI relacionados.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0155 [c. 1953] p. 12 terras valorizadas de Cr$4/alqueire (1943) para Cr$400 (c. 1953) após atração dos Xavante; grilagem em andamento com cumplicidade da polícia de MT análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0155-DIFICULDADES_pagina_001.md a _pagina_013.md (13 páginas, source_md_only) — [s.a., inferido: Diretor do SPI c. Gama Malcher]. “Dificuldades Administrativas.” [s.l.: Rio de Janeiro?], [c. 1953]. Acervo Cildo F. S. Meireles.