Nascimento[s.d.]
Morte[s.d.]
Nacionalidadebrasileira

Resumo

Bartolomeu Bueno do Prado é evocado por Bernardo Élis em sua coluna de 1963 como o arquétipo do bandeirante cruel — “famanaz Bueno do Prado, dos sertões de S. Paulo” (CM-0035, p. 2, parágrafo 6). Sua menção no corpus é singular, mas contundente: Élis o apresenta como parâmetro máximo de violência contra indígenas, ao qual nem mesmo Pires de Campos, pai e filho — que “deixaram na história e na geografia de Goiás um rastro de sangue” — se comparavam em crueldade (CM-0035, p. 2, parágrafo 6).

O dado concreto que Élis mobiliza é estarrecedor: Bueno do Prado teria levado “3.900 Guaiazes” como presas de suas expedições de apresamento — cifra que o colunista descreve com ironia amarga como “bagatela de orelhas de bugres” (CM-0035, p. 2, parágrafo 6). O trecho, embora truncado pelo OCR, é inequívoco: Bueno do Prado é apresentado como agente do extermínio indígena no período colonial, e sua menção serve para inscrever a violência de 1963 contra Krahô, Xerente, Xavante e Tapirapé numa continuidade histórica de quatro séculos (CM-0035, p. 2).

Trajetória

O corpus não fornece dados biográficos sobre Bartolomeu Bueno do Prado além do que a coluna de Élis registra. O aposto “dos sertões de S. Paulo” o situa como bandeirante paulista — membro da elite colonial que organizava expedições de apresamento de indígenas para escravização, padrão dominante no bandeirismo dos séculos XVII e XVIII. A referência a “3.900 Guaiazes” indica que atuou contra povos indígenas do interior do Brasil, possivelmente na região compreendida entre São Paulo, Goiás e Mato Grosso — o território tradicional das bandeiras paulistas (CM-0035, p. 2).

Atuação principal

  • Bandeirante paulista, responsável por expedições de apresamento de indígenas — levou “3.900 Guaiazes” como presas (CM-0035, p. 2)
  • Citado como parâmetro histórico de violência contra populações indígenas, comparado a Pires de Campos (CM-0035, p. 2)

Relações

  • Comparação/analogia: Pires de Campos — comparados em crueldade; Élis afirma que os Pires de Campos eram “só comparáveis” a Bueno do Prado (CM-0035, p. 2, parágrafo 6)

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A pesquisar
Datas de nascimento e morte de Bartolomeu Bueno do Prado não constam no corpus. A referência “3.900 Guaiazes” mencionada por Élis — “Guaiazes” pode ser uma grafia alternativa para Guaianás, Guaicurus ou outro grupo indígena do interior paulista. A historiografia do bandeirismo deve conter registros sobre Bueno do Prado e o número de indígenas apresados em suas expedições. Confirmar se há relação de parentesco com Bartolomeu Bueno da Silva (o “Anhanguera”), bandeirante homônimo de período anterior.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0035 1963-02-01 p. 2 citado como bandeirante que escravizou indígenas análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0035 - 0001_f.txt e CM-0035 - 0002_f.txt (2 páginas) — ÉLIS, Bernardo. Coluna de opinião em O Popular, Goiânia, 1963-02-01. Acervo Cildo F. S. Meireles.