Pires de Campos, pai e filho, são citados por Bernardo Élis em sua coluna de 1963 como figuras históricas que “deixaram na história e na geografia de Goiás um rastro de sangue” (CM-0035, p. 2, parágrafo 6). A referência é breve mas inequívoca: pai e filho atuaram como perpetradores de violência contra populações indígenas no território goiano, em período que o contexto do artigo permite situar entre os séculos XVIII e XIX — a era das bandeiras e do avanço da fronteira agrícola sobre terras indígenas no Brasil Central (CM-0035, p. 2).
Na coluna de Élis, Pires de Campos são apresentados como parâmetro de crueldade: sua violência é tida como “só comparável” à de Bartolomeu Bueno do Prado, o bandeirante paulista famoso pelo apresamento de milhares de indígenas. A menção não é apenas ilustrativa — ao evocar Pires de Campos, Élis inscreve a violência contemporânea de 1963 (grilagem, massacre de Krahô, ataques a Xerente) numa linhagem histórica de extermínio que remonta ao período colonial (CM-0035, p. 2).
Não há dados biográficos no corpus sobre Pires de Campos, pai e filho. A única fonte — a coluna de Bernardo Élis em 1963 — os menciona como figuras cuja memória estava viva na geografia e na história de Goiás, associada à violência contra indígenas. A referência a “pai e filho” indica uma linhagem familiar de atuação sertanista, padrão comum no bandeirismo colonial e na ocupação do interior do Brasil (CM-0035, p. 2).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0035 |
1963-02-01 | p. 2 | citado como perpetrador de violência contra indígenas em Goiás | análise |
CM-0035 - 0001_f.txt e CM-0035 - 0002_f.txt (2 páginas) — ÉLIS, Bernardo. Coluna de opinião em O Popular, Goiânia, 1963-02-01. Acervo Cildo F. S. Meireles.