Geógrafo descrito no corpus como “eminente geographo”, Cândido Mendes de Almeida publicou em 1868 o Atlas do Império do Brasil, cuja Carta XXIII — dedicada à Província de Mato Grosso — tornou-se a referência cartográfica central no debate sobre os limites entre Mato Grosso e Goiás. A Comissão Rondon reproduziu a carta no atlas de 1919 e citou Cândido Mendes como autoridade máxima: sua adoção do Rio Araguaia (norte) e do Rio Aporé (sul) como limites foi posteriormente seguida por Francisco Antônio Pimenta Bueno (1880) e Theodoro Sampaio (1908) (CM-0151, p. 7, 8, 10).
O corpus registra Cândido Mendes de Almeida somente pelo Atlas do Império de 1868. Sua Carta XXIII traçou o limite entre Mato Grosso e Goiás pelo Rio Araguaia ao norte e pelo Rio Aporé ao sul. O texto analítico da Comissão Rondon registra: “Com a primeira parte da linha ficou assim traçada a extrema das terras ininterruptamente occupadas e administradas pela Capitania e depois pelo Estado de Matto Grosso; com a segunda parte está excludida apenas a zona, entre o Aporé e o Correntes que sempre esteve, sob jurisdição mattogrossense” (CM-0151, p. 7, parágrafo final).
Para a Comissão Rondon (1919), Cândido Mendes é a autoridade inaugural de uma cadeia cartográfica que inclui Pimenta Bueno (1880) e Theodoro Sampaio (1908): “o que deveria bastar para tornar indiscutivel o direito de Matto Grosso á região banhada pelo Aporé” (CM-0151, p. 8, parágrafo 2).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0151 |
1919 | p. 7, 8, 10, 12 | geógrafo; autor do Atlas do Império do Brasil (1868, Carta XXIII); autoridade central do argumento cartográfico mattogrossense: adotou Araguaia + Aporé como limites MT-GO; descrito como “eminente geographo” | análise |
CM-0151_pagina_001.md a CM-0151_pagina_012.md (12 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — Delegação do Estado de Mato Grosso ao 6º Congresso Brasileiro de Geografia. Conferência de Limites Interestaduais — Limites entre Matto Grosso e Goyaz (Atlas). Rio de Janeiro: Imprensa Militar, 1919. Acervo Cildo F. S. Meireles.