Identificado no documento apenas como “General Polonês Estefano Chamunski”, foi o proprietário que comprou do Estado a área de 4.684 alqueires em Imbira Branca (Distrito de Juquiá, Guarapuava, PR). A partir de sua posse, a área passou à Empresa Liga-Mapítima e Colonial — provavelmente empresa de capital estrangeiro por ele constituída ou vinculada ao seu capital —, e desta, via “decretos de nacionalização” (provavelmente era Vargas, c. 1938-1945), para o nome de Dr. Luiz Wolzki. Chamunski não é mais o proprietário no momento do documento; figura apenas como elo inicial da cadeia que culminou na dispossessão dos índios de Imbira Branca (CM-0072, p. 2).
A referência é única e concisa: “essa área / foi comprada do Estado pelo General / Polonês Estefano Chamunski, constituiu / de se mandar à Empresa Liga-Ma- / pítima e colonial” (CM-0072, p. 2). A formulação sugere que Chamunski comprou a área e depois a transferiu (ou constituiu uma empresa para detê-la). A qualificação “Polonês” é consistente com o sobrenome Kowalski do encarregado das terras, indicando possível rede de colonização polonesa na região — contexto que se insere na imigração polonesa no Paraná no final do século XIX e início do XX.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0072 |
[s.d.] | p. 2 | proprietário original (comprou do Estado); constituiu ou transferiu para a Empresa Liga-Mapítima e Colonial | análise |