Resumo

Empresa intermediária na cadeia proprietária das terras de Imbira Branca (Guarapuava, PR). Recebeu a área do General Polonês Estefano Chamunski — ou foi por ele constituída —, e a perdeu para Dr. Luiz Wolzki via “decretos de nacionalização”, o que indica capital provavelmente estrangeiro sujeito à política de confisco varguista (c. 1938-1945). O nome transcrito do manuscrito é de leitura incerta — “Liga-Mapítima e Colonial” é possivelmente “Liga Marítima e Colonial” ou variante similar. Não há outras ocorrências desta empresa no corpus (CM-0072, p. 2).

Atuação documentada

O único registro é a menção na cadeia proprietária: “constituiu de se mandar à Empresa Liga-Ma- / pítima e colonial, que, com os decretos / de nacionalização passara dita área / de terras para o Dr. Luiz Wolzki” (CM-0072, p. 2). A transferência compulsória via decreto sugere que a empresa tinha capital ou controle estrangeiro — coerente com a origem polonesa do General Chamunski e do encarregado Kowalski.

A pesquisar
Identificar a empresa no registro de cartório de Guarapuava ou Curitiba no período. Verificar se a “Liga Marítima” tem conexão com a imigração polonesa no Paraná ou com colonizadoras que operavam nas terras do Juquiá. Investigar possível relação com a “Empresa Colonizadora ‘Planta Juquiá'” mencionada em CM-0065 (1951) como titular das mesmas terras.

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Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0072 [s.d.] p. 2 empresa intermediária; recebeu área de Chamunski; perdeu para Wolzki via decretos de nacionalização análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0072_pagina_002.md (source_md_only) — [s.a.]. Notas manuscritas sobre reivindicação indígena — terras de Imbira Branca. [s.d.]. Acervo Cildo F. S. Meireles.