Posseiro ou fazendeiro que mantinha um “retiro” (instalação de pecuária extensiva) na cabeceira do Córrego João Mariano — afluente do Rio Aquidauana —, dentro da área que foi demarcada como território Kadiwéu em 1899-1900. O Córrego João Mariano provavelmente recebe seu nome deste mesmo posseiro. Seu retiro ficou compreendido dentro dos limites estabelecidos pela medição de José de Barros Maciel, o que significa que sua presença na região era anterior à formalização da reserva indígena. O documento não registra desfecho — se houve indenização, desocupação ou conflito (CM-0049, p. 2).
O Memorial de Maciel registra, ao descrever o percurso do Rio Aquidauana até a Serra da Bodoquena: “Na cabeceira deste corrego tem um […] retiro do mesmo Joao [Mariano] nesta medição” (CM-0049, p. 2) — isto é, o retiro de João Mariano ficou compreendido na área demarcada. A localidade seria identificada pelo nome do Córrego João Mariano, afluente do Aquidauana cuja cabeceira marca o ponto em que a medição retomou rumo Leste (CM-0049, p. 2).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0049 |
1900-02-23 | p. 2 | retiro incluído na área demarcada para os Kadiwéu | análise |
CM-0049 - 0001_f.txt e CM-0049 - 0002_f.txt (2 páginas) — MACIEL, José de Barros. Memorial descritivo da medição das terras concedidas em usufruto aos índios Cadiuéos. Cuiabá, 1900-02-23. Acervo Cildo F. S. Meireles.