Nascimento1763
Morte1838
Nacionalidadebrasileira

Resumo

José Bonifácio de Andrada e Silva aparece no corpus como patrono ideológico do Serviço de Proteção aos Índios, invocado pelo Ofício Circular 253 de novembro de 1939 como “o Patriarca da Independencia do Brasil e excelso Patrono do nosso Serviço de Proteção aos Indios”. Sua máxima — “a Sã Politica ser filha da Moral e da Razão” — é citada como fundamento filosófico da política indigenista, mediada pela referência a Júlio de Castilhos como elo histórico entre o pensamento do fundador e a tradição do Rio Grande do Sul. A invocação não é incidental: o SPI, de inspiração positivista e rondoniana, adotara Bonifácio como ancestral ideológico de sua missão laica de proteção às populações indígenas (CM-0019_f, p. 1).

Papel no corpus

O Ofício Circular 253 do SPI (1939) transcreve o Capítulo V do Regulamento das Terras do Rio Grande do Sul e o enquadra numa linhagem que parte de Bonifácio, passa por Castilhos e chega à Constituição de 1937. A referência a Bonifácio como “Patrono” do SPI revela como o órgão se autointerpretava: não como burocracia nova do Estado Novo, mas como continuador de uma tradição humanista com raízes no século XVIII — reforçando a laicidade positivista contra os “expoliadores […] religiosos” mencionados no mesmo parágrafo (CM-0019_f, p. 1).

A pesquisar
José Bonifácio aparece apenas por referência indireta em CM-0019_f. Sua relação com o indigenismo brasileiro foi documentada em trabalhos históricos externos ao corpus. Verificar se outros documentos do acervo o mencionam.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0019_f 1939-11-06 p. 1 patrono ideológico do SPI; máxima citada como fundamento da política indigenista análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0019_f.md — VASCONCELOS, Vicente de Paulo T. F. Ofício Circular 253 do SPI: transcrição do Capítulo V do Regulamento das Terras do RS. Rio de Janeiro, 1939-11-06. Acervo Cildo F. S. Meireles.