Resumo

Povo indígena de Mato Grosso, aldeado no distrito de Diamantino (município do Rosário do Rio Acima). Pelo Ato nº 362, de 24 de abril de 1905, o governo estadual reservou-lhes 9.000 hectares de terras devolutas, sob o comando do Capitão Reginaldo da Silva Nogueira (CM-0043, p. 5). A reserva, delimitada pelo córrego Águas Claras, Rio Novo, córrego Santana e afluentes, foi demarcada pelo agrimensor Afonso Rocha (CM-0043, p. 5).

Território e organização social

A única documentação no corpus situa os Bacahyri como “tribu sob o comando do Capitao Reginaldo da Silva Nogueira” (CM-0043, p. 5). O reconhecimento formal de uma liderança indígena com patente de capitão pelo governo estadual indica que os Bacahyri mantinham relações estruturadas com a administração de Mato Grosso no início do século XX. O território reservado localiza-se no distrito de Diamantino, município do Rosário do Rio Acima, com limites definidos por acidentes geográficos: norte pelo córrego Águas Claras, leste por linha entre as cabeceiras do córrego Pilão e do Rio Novo, sul pelo córrego Santana, afluente Barreiro e córrego da Capoeira, oeste pelo Rio Novo (CM-0043, p. 5).

  • Lideranças nomeadas: Capitão Reginaldo da Silva Nogueira — comandante da tribo conforme o ato oficial (CM-0043, p. 5).

Contatos com o indigenismo brasileiro

O Ato nº 362 (1905) é a única referência documentada. O governo de Mato Grosso nomeou agrimensor para medir e demarcar a área reservada para “aidelamento”, usando terminologia de época (CM-0043, p. 5). A situação fundiária em 1937 não é comentada pelo compilador da I.R.6 para este ato específico.

Eventos e episódios documentados

  • Reserva de terras pelo Ato nº 362 (1905-04-24) — 9.000 ha reservados em Diamantino, demarcados pelo agrimensor Afonso Rocha (CM-0043, p. 5).

Lideranças e personagens nomeados

  • Capitão Reginaldo da Silva Nogueira — liderança Bacahyri reconhecida pelo ato governamental (CM-0043, p. 5).

Relação com a atuação de Cildo F. S. Meireles

Não há relação direta documentada. A compilação da I.R.6 (1937) é contemporânea ao início da carreira de Cildo F. S. Meireles, que ingressou no Ministério do Trabalho em 1935. As terras Bacahyri figuram no levantamento fundiário que futuros servidores do SPI consultariam para instruir processos de regularização.

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A pesquisar
Família linguística. População histórica. Situação contemporânea — os Bacahyri são pouco documentados na literatura etnográfica; possível relação com outros grupos Jê (pela localização em Diamantino). Desfecho da reserva após 1905.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0043 1937 p. 2, 5 beneficiário do Ato nº 362 (1905) — 9.000 ha reservados em Diamantino análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0043 - 0001_f.txt a CM-0043 - 0016_f.txt (16 páginas) — 6ª Inspetoria Regional do SPI. Relação dos atos oficiais reservando terras para os índios de Mato Grosso. Cuiabá, 1937. Acervo Cildo F. S. Meireles.