Coronel Chefe do Serviço de Proteção aos Índios em 1939, sediado no Rio de Janeiro. Em 6 de novembro de 1939, expediu o Ofício Circular 253, que transcrevia o Capítulo V (“Das Terras e Assistência aos Índios”) do Regulamento das Terras do Estado do Rio Grande do Sul (Decreto 7.677/1939) para conhecimento interno do SPI. O documento associava a política indigenista gaúcha ao pensamento de José Bonifácio e Júlio de Castilhos, e denunciava a “expoliação de terras de indios” como regra no país (CM-0019_f, p. 1).
Seis anos depois, em 20 de abril de 1945, na qualidade de Diretor do SPI, Vasconcelos recebeu do Chefe de Gabinete do Ministério da Agricultura, Arnóbio Tenório Vanderlei, o dossiê sobre a defesa das terras dos Kadiwéu na região do Nabileque (CM-0044, p. 2). O caso envolvia a tentativa de arrematação judicial de cerca de 100.000 hectares por um grupo da elite de Corumbá, sob alegação de dívidas fiscais da empresa Fomento Argentino S/A. A I.R.5 do SPI, sediada em Campo Grande, moveu a defesa judicial das terras indígenas entre 1946 e 1947 (CM-0044, p. 9, 11).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0019_f |
1939-11-06 | p. 1 | signatário / Cel. Chefe do SPI | análise |
CM-0044 |
1945-04-20 | p. 2 | Diretor do SPI — destinatário do dossiê sobre grilagem das terras Kadiwéu | análise |
CM-0006 |
1941–1951 | p009 | mencionado por Vieira dos Santos como ex-Diretor que apoiou resistência a tentativa anterior de lotear o Toldo de Nonoai | análise |
CM-0044 - 0001_f.txt a CM-0044 - 0011_f.txt (11 páginas) — I.R.5 (Campo Grande). Dossiê — Defesa das terras dos índios Kadiwéu (Nabileque). Rio de Janeiro/Ponta Porã/Campo Grande, 1945-1947. Acervo Cildo F. S. Meireles.