Resumo

Região do Mato Grosso compreendida pelos formadores do rio Xingu acima da confluência Ronuro-Culuene. Documentada no corpus pelo artigo de Galvão e Simões (1965) como a “área cultural” ou “província etnográfica” que reúne grupos Karíb (Nahuquá, Bakairí, Kalapálo, Kuikúro), Aruak (Waurá, Mehináku, Yawalapití) e Tupi (Kamayurá, Awetí) em torno dos tributários do Xingu (CM-0139, p. 1, 20).

Localização e contexto geográfico

“Compreendida pelo leque aberto por seus formadores logo acima da confluência Ronuro-Culuene, e por êstes limitada a oeste e leste, respectivamente” (CM-0139, p. 1). Os principais tributários são Ronuro, Batovi, Culiseiu e Culuene. A região foi explorada cientificamente por Steinen (1884, 1887) e Meyer (1896, 1899).

Presença institucional

  • SPI (Serviço de Proteção aos Índios): presente desde 1920; postos em Culiseiu e no Batovi (CM-0139, p. 2, nota 4)
  • Fundação Brasil-Central / Expedição Roncador-Xingu: desde 1946, chefiada pelos irmãos Vilas-Boas (CM-0139, p. 2)
  • FAB/CAN: base desde 1954 (CM-0139, p. 2, nota 4)
  • Parque Nacional do Xingu: criado em 1961 (CM-0139, p. 2, nota 4)

Relação com a atuação de Cildo F. S. Meireles

O documento não menciona Cildo F. S. Meireles em relação ao Alto Xingu diretamente. As expedições do SPI ao Culiseiu (1944, 1945), mencionadas no artigo como fontes documentais, coincidem com o período de atuação de Cildo no SPI.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0139 1965-02 p. 1-2, 11, 18-23 região central do artigo; área cultural Karíb-Aruak-Tupi análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0139_pagina_001.md a CM-0139_pagina_055.md (55 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — GALVÃO, Eduardo; SIMÕES, Mário F. “Notícia Sôbre os Índios Txikão — Alto Xingu”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 24. Belém: INPA/CNPq, fevereiro 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.