Resumo

Povo de família linguística Aruak do Alto Xingu, documentado no corpus pela análise de Galvão e Simões (1965) como principal vítima das incursões dos Txikão entre 1945 e 1960. Os Waurá são identificados como “ceramistas da região”, junto com os Mehináku, e tiveram mulheres raptadas pelos Txikão, cujos remanescentes apareceram no contato de 1964 (CM-0139, p. 13, nota 12). Em 1948, o pesquisador Pedro E. de Lima observou na aldeia Waurá “estado de alarme e tensão permanente” pelos ataques constantes: “sempre há um ou mais índios com suas armas, na expectativa de um ataque súbito” (CM-0139, p. 3, nota 5).

Território e organização social

A aldeia Waurá estava originalmente no ribeirão Totoari; foi deslocada para o baixo Totoari em 1950 e novamente em 1955 pelos ataques Txikão. Após o ataque de 1960 — rapto de duas crianças e incêndio — os Waurá se deslocaram para o baixo Batovi (CM-0139, p. 4-5). Em 1963, contavam 86 indivíduos; sua localização exata nessa data não é especificada no artigo (CM-0139, p. 20, nota 22).

Contatos com o indigenismo brasileiro

A história dos Waurá no corpus é dominada pela pressão dos Txikão. Em 1945, Waurá juntaram-se à 2.ª Expedição do SPI ao Culiseiu para coletar material para flechas, e depois contra-atacaram a aldeia Txikão (CM-0139, p. 4, nota 6). Em 1960, lideraram o contra-ataque que matou um homem Txikão e incendiou sua aldeia, com apoio de Mehináku e Kamayurá (CM-0139, p. 5).

Relação com a atuação de Cildo F. S. Meireles

O documento não menciona Cildo F. S. Meireles em relação aos Waurá.

A pesquisar
  • Localização da aldeia Waurá em 1963-1964
  • Lideranças documentadas; “capitão” Mehináku mencionado em 1952, mas sem equivalente Waurá nomeado

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0139 1965-02 p. 3-5, 13, 20 vítima; ceramistas; papel ativo no contra-ataque de 1960 análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0139_pagina_001.md a CM-0139_pagina_055.md (55 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — GALVÃO, Eduardo; SIMÕES, Mário F. “Notícia Sôbre os Índios Txikão — Alto Xingu”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 24. Belém: INPA/CNPq, fevereiro 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.