Aldeia Krahô na Craolândia, descrita em 1961 como “a maior de todas elas, formada de famílias craôs mestiçadas” e situada “nas proximidades da fazenda de gado dos Craôs, chamada ‘Chupe'” (CM-0037, p. 2). Conhecida também como Pitoro, era a maior aldeia da Craolândia em extensão — embora não em população, primazia de Cabeceira Grossa.
Piabanha situava-se no território da Craolândia, então norte de Goiás (atual Tocantins). A aldeia era vizinha da fazenda de gado “Chupe” — uma das duas fazendas coletivas Krahô, ao lado da “Maravilha” em Donzela (CM-0037, p. 2). A menção a “famílias craôs mestiçadas” é relevante: indica contato prolongado com a população regional, casamentos interétnicos e um padrão de povoamento distinto das aldeias de composição mais homogênea.
Em abril de 1961, Piabanha era a maior aldeia Krahô em extensão territorial. Tasso Villares de Aquião não menciona população estimada nem escola na aldeia — ao contrário das outras três. A ênfase recai sobre a mestiçagem e a proximidade com a fazenda “Chupe”, sugerindo que Piabanha tinha função econômica ligada à pecuária. O orçamento de restauração incluía Cr$ 1.000.000,00 para a aquisição de gado vacum para as fazendas Chupe e Maravilha — o maior item do orçamento, indicando a importância da pecuária para a economia Krahô (CM-0037, p. 3).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0037 |
1961-04-07 | p. 2-3 | descrição da aldeia; famílias mestiçadas; fazenda Chupe | análise |
CM-0037 - 0001_f.txt a CM-0037 - 0004_f.txt (4 páginas) — [provável] AQUIÃO, Tasso Villares de. Carta ao Diretor do SPI sobre a situação da Craolândia. Brasília, DF, 1961-04-07. Acervo Cildo F. S. Meireles.