Indigenista ou servidor do SPI identificado apenas pelo primeiro nome “Alberico”. Em setembro de 1963, escrevendo de Manaus, enviou a Cildo F. S. Meireles “papéis informais relativamente às terras dos Índios Xavantés”, juntamente com uma transcrição da Lei nº 943/1956 de Mato Grosso. Em meados de 1958, estava no Rio das Mortes e tomou a iniciativa de encaminhar à Diretoria [do SPI] documentação solicitando a “ocupação e demarcação da flecha” — pedido que não foi atendido no prazo bienal da lei (CM-0094, p. 1).
Em 1958, Alberico estava no Rio das Mortes — área das terras Xavante — e encaminhou ao SPI um pedido formal de demarcação. A ação foi pessoal e proativa; o resultado foi o silêncio institucional: “suficientemente nada foi feito durante a vigência da Lei 943” (CM-0094, p. 1). Em 1963, mantinha contato com Cildo F. S. Meireles e lhe repassava os documentos acumulados sobre o processo, sugerindo consulta ao livro de Couto de Magalhães, “Nos Sertões do Araguaia”, como fonte sobre os Karajá, Javaé e Xambivá (CM-0094, p. 1).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0094 |
1963-09-12 | p. 1 | autor da carta; interlocutor de Cildo F. S. Meireles sobre terras Xavante; esteve no Rio das Mortes em 1958 | análise |
CM-0094_pagina_001.md e CM-0094_pagina_002.md (2 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — ALBERICO [sobrenome não identificado]. Carta a Cildo F. S. Meireles + cópia da Lei nº 943/1956 de Mato Grosso. Manaus, 1963-09-12 [inferido]. Acervo Cildo F. S. Meireles.