Co-doadora das terras que dariam origem ao Posto Indígena Laranjinha (PR). Na escritura de 14 de setembro de 1918, foi representada por seu marido Coronel José Carvalho de Oliveira com base em procuração arquivada no cartório sob o número oito. Sua participação foi exigida explicitamente pelos telegramas do Diretor Interino do SPI: “Como doador seja casado sua esposa deverá tambem assinar escritura” (CM-0066, p. 2).
A exigência de sua co-assinatura — via procuração, dado que o marido a representava — revela o procedimento do SPI para garantir a validade jurídica da doação de bens do casal: sem a anuência da esposa, a doação poderia ser contestada. A procuração foi arquivada no Livro do Cartório de Manoel José Gonçalves sob o número oito (CM-0066, p. 1).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0066 |
1918-09-14 | p. 1-2 | co-doadora das terras; representada por procuração pelo marido; exigência do SPI documentada nos telegramas | análise |
CM-0066_pagina_001.md a CM-0066_pagina_003.md (3 páginas) — OLIVEIRA, José Carvalho de; PAULA, José Maria de. Primeiro Translado de Escritura de Promessa de Doação Condicional — terras para Posto de Pacificação do Rio Cinzas/Rio Laranjinha. Curitiba: Cartório M. J. Gonçalves, 1918-09-14. Acervo Cildo F. S. Meireles.