Filho do criador de gado Agostinho Soares e, conforme Cildo Meireles, “o mais poderoso e rancoroso inimigo dos CRAÔS” — designação que o posiciona como figura central na hostilização que precedeu o massacre de 1940 nas aldeias da Craolândia (CM-0153, p. 10). Após a morte do pai (c. 1933), Raymundo e outros herdeiros suspenderam a parceria pecuária com os Krahô e iniciaram a pressão sobre o território que culminaria no massacre.
Cildo Meireles o menciona em um único trecho, articulado à narrativa de colapso da convivência regional após 1933: os herdeiros de Agostinho Soares “não continuaram a mesma política de boa vizinhança e lealdade com os CRAÔS. Suspenderam a partilha que lhes davam anualmente, começaram a hostilizá-los e a rechaçá-los daquelas terras, culminando com o doloroso massacre de 1940, de que foram vítimas os índios” (CM-0153, p. 10). A qualificação de Raymundo como “o mais poderoso” indica que ele era, em 1949, ainda figura de influência na região.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0153 |
1949-01-17 | p. 10 | filho de Agostinho Soares; “o mais poderoso e rancoroso inimigo dos CRAÔS”; antagonista | análise |
CM-0154 |
[s.d.] ca. 2005 | p. 150, 153 | corrobora CM-0153; “o mais poderoso e rancoroso inimigo dos CRAÔS” (p. 153); herdeiro de Agostinho Soares que liderou ruptura com os Krahô após 1933 (p. 150) | análise |
CM-0163 |
1949-01-17 | p. 11 | “o mais poderoso e rancoroso inimigo dos CRAÓS” (literal); filho de Agostinho Soares; liderou hostilização que culminou no massacre de 1940 | análise |
CM-0153 - MEMORIAL_pagina_001.md a CM-0153 - MEMORIAL_pagina_023.md (23 páginas) — MEIRELES, Cildo. Memorial sobre a situação jurídica das terras da Craolândia. Curitiba, 1949-01-17. Acervo Cildo F. S. Meireles.