Resumo

Wenceslau Breves era o Commissario de Terras do 8º Districto (Cruzeiro e Chapecó) do Estado de Santa Catarina, sediado em Passo Bormann. Em 20 de agosto de 1923, respondeu ao Inspector do SPI Dr. José Maria de Paula sobre as medições que estava conduzindo no Chapecosinho a pedido dos herdeiros de José Joaquim Gonçalves (representados por Alberto Berthier de Almeida) e seu agrimensor Octaviano dos Santos (CM-0079, p. 11-12).

A carta é um documento revelador da perspectiva colonial: justifica as medições como cumprimento da lei, atribui a resistência indígena a “má-fé” e à influência de “exploradores externos”, e pede ao Inspector que oriente os índios — “pois somente V.S. com o alto prestígio das funções que exerce junto a eles poderia orientalos, evitando que eles […] tentem se opor por processos violentos à execução desse serviço”. Ao mesmo tempo, teme que as “violências” venham do lado dos índios, “que estão armados” (CM-0079, p. 12).

Atuação documentada no corpus

  • 1923-08-20 — Respondeu ao Inspector Dr. José Maria de Paula sobre as medições do Chapecosinho; nomeou Octaviano dos Santos como agrimensor; defendeu as medições como cumprimento da lei e atribuiu a resistência Kaingang a “má-fé” (CM-0079, p. 11-12).

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Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0079 1923-08-20 p. 11-12 Commissario de Terras do 8º Districto (SC); justificou medições em Chapecosinho; atribuiu resistência indígena a “má-fé” análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0079_pagina_001.md a CM-0079_pagina_020.md (20 páginas, transcrição limpa) — Dossiê do PI Xapecó / Decreto nº 7/1902. 1902-1949. Acervo Cildo F. S. Meireles.