Alberto Bertier de Almeida (“Nenê Bertier”) é o principal reivindicante das terras do PI Xapecó (SC), com processo em andamento desde pelo menos 1939 (processo 324/39). Sua família possui laços diretos dentro da estrutura do SPI: seu tio Verediano Bertier de Almeida foi o primeiro delegado SPI para Palmas/Mangueirinha/Xapecó (nunca chegou a visitar os toldos), e seu cunhado Guimorvan de Araujo Winckler foi delegado SPI e informante chave — mas igualmente desconfiado pelos Kaingang (CM-0079, p. 14-15).
Em 1923-1924, Alberto Berthier atuou como procurador dos herdeiros de José Joaquim Gonçalves para pedir a demarcação do Chapecosinho com base em sentença judicial de 1921 — terras que, pelo Decreto nº 7/1902, eram reservadas para os Kaingang (CM-0079, p. 11). Gozava de “elevado prestígio na política” de Santa Catarina na época da medição de 1933-34 (CM-0079, p. 18). Em agosto de 1949, Deocleciano de Souza Nenê acusou Cildo F. S. Meireles de ter reconhecido os direitos de Berthier, censurado a IR7 e esquecido que o Posto foi iniciado na sua gestão (CM-0079, p. 18).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0079 |
1923-1949 | p. 7-8, p. 11, p. 14-18, p. 20 | procurador dos herdeiros de Gonçalves (1923); alvo do processo 324/39; rede familiar (tio e cunhado) no SPI; gozava de prestígio político em SC; Cildo Meireles reconheceu seus direitos (segundo Deocleciano) | análise |
CM-0065 |
1951-05-04 | p. 3 | em disputa com o P.I. Xapecó; processo nº 394 (324/39) proposto como solução | análise |
CM-0079_pagina_001.md a CM-0079_pagina_020.md (20 páginas, transcrição limpa) — Dossiê do PI Xapecó / Decreto nº 7/1902. 1902-1949. Acervo Cildo F. S. Meireles.CM-0065_pagina_001.md a CM-0065_pagina_003.md (3 páginas) — [s.a.]. Levantamento das terras indígenas pendentes de solução e legalização — 7ª Inspetoria Regional do SPI. Curitiba, 1951-05-04. Acervo Cildo F. S. Meireles.