Deputado Federal que, em março de 1963, propôs Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para o Serviço de Proteção aos Índios e denunciou irregularidades na 5ª Inspetoria Regional: “venda ilegal de gado, arrecadamentos de terras e transações de votos de índios por Cr$ 3 600 000,00”. O Diretor do SPI Moacir Ribeiro Coelho respondeu declarando-se favorável à CPI mas revertendo o ataque: acusou Garcia de agir para proteger seu sogro, o fazendeiro Manoel Aureliano da Costa, que “há anos” tentava grilar “cerca de 80.000 hectares” das terras dos Kadiwéu no Pantanal de Nabileque (CM-0129, p. 1; CM-0128, p. 1). Como evidência, Ribeiro Coelho citou um edital do Diário da Justiça do Estado de Mato Grosso de 30/01/1963 listando membros da família Garcia — Paulo Garcia de Andrade, Dalva Garcia de Almeida, Elizbeth Garcia de Almeida, Willibaldo Garcia de Almeida, Izelia Garcia Leal e Oswaldo Garcia de Almeida — como detentores de títulos expedidos pelo Estado sobre a área Kadiwéu, declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (CM-0128, p. 1). Ribeiro Coelho concluiu desafiando o deputado a “provar que a verdadeira nota de sua campanha é, de fato, a miséria do índio que não vota, e não a terra, do índio ou os votos dos fazendeiros” (CM-0128, p. 1).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0129 |
1963-03-26 | p. 1 | propôs CPI para o SPI; denunciou irregularidades na 5ª IR; acusado por Ribeiro Coelho de querer proteger usurpadores | análise |
CM-0128 |
1963-03-26 | p. 1 | antagonista; seu sogro Manoel Aureliano da Costa identificado como grileiro das terras Kadiwéu; familiares listados no edital STF/MT com títulos inconstitucionais | análise |