Afluente do Rio Xingu, no estado do Pará. No corpus, o Rio Kuruá aparece uma única vez como referência geográfica no vocabulário Kayapó registrado por Cildo F. S. Meireles: “Nome de um Seringal a margem do Rio KURUÁ, afluente do Rio Xingú, no Estado do Pará” (CM-0040_f, p. 1, 21-22).
O topônimo “Bom Fruto” — o seringal às margens do Kuruá — foi registrado como o oitavo item do vocabulário Kayapó coletado por Fontenelle, intérprete do SPI, em janeiro de 1958 (CM-0040_f, p. 1, 10). A equivalência em Kayapó para o nome do seringal é “Kuruá” — o mesmo nome do rio — sugerindo que o hidrônimo é de origem indígena.
O Rio Kuruá é descrito como afluente do Rio Xingu, no Pará (CM-0040_f, p. 1, 21-22). A bacia do Xingu abrange o sul do Pará e o norte do Mato Grosso, região de ocupação tradicional dos Kayapó e de outros povos Macro-Jê. O seringal “Bom Fruto” situava-se às suas margens — indicando presença extrativista na área já na década de 1950.
O único registro do Rio Kuruá no corpus ocorre no documento de outubro de 1959. O nome do rio em si — “Kuruá” — é provavelmente de origem Kayapó, dado que aparece como equivalente indígena para o topônimo português “Bom Fruto”. A associação entre o seringal, o rio e os Kayapó indica que a região era área de contato entre seringueiros e indígenas na década de 1950.
Nenhum evento documentado no corpus.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0040_f |
1959-10-07 | p. 1, 21-22 | afluente do Rio Xingu; localização do seringal “Bom Fruto” | análise |