Nascimento[s.d.]
Morte[s.d.]
Nacionalidadebrasileira

Resumo

Ildo Meneghetti foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul entre 1963 e 1964, período de intenso conflito fundiário no Posto Indígena Nonoai. O corpus documenta sua atuação em duas frentes: como destinatário de telegramas e solicitações do Chefe da 7ª Inspetoria Regional do SPI, Dival José de Souza, que pedia “dignas providências” para defender os indígenas de Nonoai (CM-0001, p008, p010); e como destinatário do relatório do Instituto Gaúcho de Reforma Agrária (IGRA) sobre o conflito armado em Bananeiras, em agosto de 1964 (CM-0005, p001, p010).

Trajetória

Governador do RS e o conflito de Nonoai (1963-1964)

Em 22 de fevereiro de 1963, Meneghetti respondeu a um telegrama de Dival José de Souza, Chefe da 7ª I.R. do SPI, comunicando estar “solucionado assunto que motivou” a consulta (CM-0001, p008, linhas 25-27). Antes disso, Souza havia telegrafado ao governador descrevendo o “ambiente intranquilidade e insegurança que se encontram índios, bem como funcionários” do SPI, e solicitado providências para a defesa dos índios, “preservando assim seus lípidos direitos” (CM-0001, p010, linhas 25-30). A resposta de Meneghetti — afirmando que o assunto estava solucionado — contrasta com a escalada do conflito registrada nos meses seguintes.

Em 1964, o IGRA produziu um relatório endereçado a Meneghetti narrando a missão de mediação no Toldo de Nonoai, onde cerca de 300 homens armados confrontavam os indígenas Kaingang. O relatório, assinado pelo Diretor Geral do IGRA, Fernando Gonçalves, descrevia a tentativa frustrada de desintrusão pelo Exército (17-RI), a mediação do Prefeito José Rech, e concluía que “existem elementos locais que, por interesse político e comercial, desejam o intrusamento da área do chamado Toldo de Nonoai” (CM-0005, p008, linhas 23-26). O IGRA sugeria que o governador levasse o problema ao Ministro da Agricultura, reconhecendo não ter “área disponível para abrigar todas as famílias dos intrusos” (CM-0005, p010, linhas 12-21).

Atuação principal

  • Fev 1963 — Recebeu e respondeu telegrama de Dival José de Souza sobre a situação do P.I. Nonoai, afirmando estar solucionando o assunto (CM-0001, p008).
  • Ago 1964 — Destinatário do relatório do IGRA sobre o conflito armado nas Bananeiras de Nonoai, que resultou em 59 detidos (CM-0005, p001, p010-p012).

Relações

  • Profissionais: Dival José de Souza — Chefe da 7ª I.R. do SPI, com quem trocou telegramas sobre Nonoai (CM-0001, p008, p010); Fernando Gonçalves — Diretor Geral do IGRA, que lhe endereçou relatório sobre o conflito (CM-0005, p001, p010).

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A pesquisar
Biografia completa de Ildo Meneghetti, mandatos, e seu posicionamento específico sobre a questão indígena — o corpus registra apenas sua interlocução administrativa com o SPI e o IGRA, não sua posição política pessoal. A grafia “Minnighetti” (CM-0001, p007) é erro de OCR — a grafia canônica é Meneghetti.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0001 1963 p007-p008, p010-p011 autoridade citada análise
CM-0005 1964 p001, p010 destinatário do relatório análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0001_pagina_001.md a CM-0001_pagina_011.md (11 páginas) — SOUZA, Dival José de et al. “Dossiê de correspondência sobre o Posto Indígena Nonoai — 1963”. Curitiba/Nonoai/Porto Alegre, 1963. Acervo Cildo F. S. Meireles.
  • CM-0005_pagina_001.md a CM-0005_pagina_012.md (12 páginas) — GONÇALVES, Fernando. “Relatório do IGRA ao Governador Ildo Meneghetti sobre o conflito fundiário no Toldo de Nonoai”. Porto Alegre, 1964. Acervo Cildo F. S. Meireles.