Antropólogo, médico, professor e membro da Academia Brasileira de Letras, Edgard Roquette-Pinto (1884-1954) foi diretor do Museu Nacional e fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pioneira da radiodifusão no Brasil. Em abril de 1961, foi evocado por Tasso Villares de Aquião na galeria de heróis do indigenismo — “a causa… defendida com tanto ardor por TEIXEIRA MENDES, GONÇALVES DIAS, COUTO MAGALHÃES, ALÍPIO BANDEIRA, ROQUETTE PINTO e outros” (CM-0037, p. 4). A menção reconhece sua contribuição à antropologia brasileira e à defesa dos povos indígenas.
Roquette-Pinto formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1905) e dedicou-se à antropologia física e cultural. Dirigiu o Museu Nacional (1926-1935), onde produziu estudos pioneiros sobre populações indígenas brasileiras, incluindo expedições à Serra do Norte (1912). Fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (1923), primeira emissora brasileira, com finalidade educativa e cultural. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1927.
Em 1961, sete anos após sua morte, Roquette-Pinto integrava o panteão laico dos grandes defensores dos indígenas brasileiros, ao lado do filósofo positivista Teixeira Mendes, do poeta indianista Gonçalves Dias, do sertanista Couto Magalhães e do indigenista Alípio Bandeira (CM-0037, p. 4). Sua inclusão na lista — única referência no corpus — indica que seu nome permanecia como referência moral e científica para os funcionários do SPI preocupados com a causa indígena.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0037 |
1961-04-07 | p. 4 | citado na galeria de heróis do indigenismo | análise |
CM-0037 - 0001_f.txt a CM-0037 - 0004_f.txt (4 páginas) — [provável] AQUIÃO, Tasso Villares de. Carta ao Diretor do SPI sobre a situação da Craolândia. Brasília, DF, 1961-04-07. Acervo Cildo F. S. Meireles.