Empresa agrária que operava a Fazenda Xatelodo, situada na região do Nabileque/Serra da Bodoquena, Mato Grosso. Em 1946, invadiu as terras da Reserva Kadiwéu nas nascentes do Córrego Alatiligú (Cebola), afluente do Niutaca, contratando João Lemos para formação de cafusal e Benedito Moreira da Silva (Sotéro) para plantações. O Chefe da I.R.5 do SPI, Coronel Nicolau Bueno Horta Barbosa, emitiu intimação formal em 5 de dezembro de 1946 exigindo que a Sociedade cessasse imediatamente as atividades, sob pena de ação judicial (CM-0056, p. 3-4).
A Fazenda Xatelodo (e a entidade legal que a operava) é documentada no corpus desde 1899: o agrimensor Maciel a encontrou como posse registrada pelo Coronel Malheiros — nunca habitada nem cultivada (CM-0049, p. 1-2; CM-0051, p. 10; CM-0052, p. 4-5). A “Sociedade Agro-Pecuaria Xatelodo Ltda.” é a entidade corporativa que, na década de 1940, operava essas terras e promovia invasões ativas da Reserva Kadiwéu, na mesma área objeto do litígio com a Fomento Argentino S/A (CM-0044, CM-0045).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0056 |
1946-12-05 | p. 3-4 | empresa intimada a cessar invasão da Reserva Kadiwéu pelo Córrego Alatiligú | análise |
CM-0056_pagina_001.md a CM-0056_pagina_004.md (4 páginas) — BARBOSA, Nicolau Bueno Horta. Intimação à Sociedade Agro-Pecuaria Xatelodo Ltda. Campo Grande MT, 1946-12-05. Acervo Cildo F. S. Meireles.