Povo indígena do tronco Tupi-Guarani, habitante da região do Xingu, em Mato Grosso. No corpus, os Tapirapé aparecem em uma única menção — a coluna de Bernardo Élis em O Popular (1963), que denuncia o loteamento de suas terras pelo governo de Mato Grosso (CM-0035, p. 2). A menção insere os Tapirapé no quadro mais amplo da ofensiva fundiária contra povos indígenas do Brasil Central no início dos anos 1960.
O corpus não documenta dados sobre a organização social, aldeias ou lideranças Tapirapé. A única referência geográfica os situa como “tribus ribeirinhas do Xingu” (CM-0035, p. 2), em Mato Grosso.
Em 1963, as terras dos Tapirapé foram “loteadas pelo governo de Mato Grosso” — simultaneamente às dos Xavante e outras tribos do Xingu (CM-0035, p. 2). Bernardo Élis descreve o loteamento como parte de uma “articulação inteligente” — “uma ‘blitzkrieg’ contra os selvagens brasileiros” (CM-0035, p. 2). Não há registro no corpus de contato anterior entre os Tapirapé e o SPI.
Nenhuma liderança Tapirapé é nomeada no corpus.
Não há relação direta documentada. O loteamento das terras Tapirapé ocorreu na mesma jurisdição (SPI em Goiás, chefiado por Francisco Meireles) e no mesmo contexto (1963, Brasil Central) em que Cildo F. S. Meireles atuou na investigação do massacre dos Krahô.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0035 |
1963-02-01 | p. 2 | terras loteadas pelo governo de MT | análise |
CM-0035_f.txt e CM-0035 - 0002_f.txt (2 páginas) — ÉLIS, Bernardo. Coluna de opinião. O Popular, Goiânia, 1963-02-01. Acervo Cildo F. S. Meireles.