Resumo

Ataque dos Kasrapai — subgrupo Xirianá do médio rio Mucajaí, chamados “lábio comprido” — contra o acampamento Máku e Mayongong na cachoeira Kulekuleima (c. 75 km acima da ilha Maracá, alto rio Uraricuera) no início da década de 1930. Descrito por Migliazza como “atacaram e exterminaram os moradores Máku e Mayongong da cachoeira Kulekuleima, levando para o Mucajaí algumas crianças e mulheres jovens, quatro das quais estão ainda vivas” (CM-0141, p. 3). O evento precipitou o último deslocamento coletivo dos Máku do alto Uraricuera para o furo Maracá, onde a aldeia subsequente foi destruída pelas doenças do contato com a “civilização”. (CM-0141, p. 3-4)

Descrição

O acampamento de Kulekuleima existia há pelo menos uma geração: “entre 1920-1930, havia malocas a uns 60 km abaixo da boca do rio Aracasá no alto Uraricuera, e também um acampamento na altura da cachoeira Kulekuleima, 75 km acima da ilha Maracá” (CM-0141, p. 3). O ataque é datado do “princípio do decênio de 1930”. Crianças e mulheres jovens sobreviventes foram levadas ao Mucajaí — quatro ainda vivas em 1964. O quadro de sobreviventes (p. 18) registra: Iwazoló, 45 anos, “casada (quando mais nova) com Máku morto pelos Kasarapai. Kulekuleima.” Dois anos após o ataque, os últimos Máku do alto Uraricuera desceram o rio.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0141 1965-03 p. 3, 18 evento narrado retrospectivamente; vítima identificada por nome (Iwazoló) análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0141_pagina_001.md a CM-0141_pagina_019.md (19 páginas, transcrição limpa — sem TXT) — MIGLIAZZA, Ernesto. “Fonologia Máku”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Antropologia N.º 25. Belém: MPEG/CNPq/INPA, março 1965. Acervo Cildo F. S. Meireles.